sábado, 21 de fevereiro de 2009

Falando de placas de carro

Os dois , Mauro e Humberto , estavam na frente do estacionamento da empresa, na pausa do cigarro quando A. passou e se dirigiu ao estacionamento.
Chave na mão se dirigiu a um dos veículos parado logo em frente a porta de entrada.
- Ele trocou de carro , perguntou Humberto a Mauro?
- Parece que sim.
Observavam enquanto isso A. apertar o botão da trava para desativar o alarme sem sucesso.
Tentou abrir com a chave a porta do motorista também sem sucesso . 
A. deu a volta e tentou abrir a mala . 
Nada abria.
De longe perguntaram .
- A. , tem certeza que é o seu carro ?
- Acho que sim, ainda não me acostumei com ele .
Tinha acabado de dizer isto quando olhou para o lado e viu carro da mesma marca,  porém de cor distinta, parado  3 vagas a esquerda.
Para lá foi e não é que conseguiu abrir o carro.
Mauro não perdoou.
- Só podia ser o carro dele . Olha a dezena final da placa , é 09 , burro !

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Exame Difícil

Ele foi o meu primeiro chefe , aquele que me deu a chance de começar a carreira e a quem agradeço sempre.
Gaúcho por adoção do estado , forte sotaque , ainda falava um "Tchê " , "Mas Ba" ,mesmo depois de estar há mais de 10 anos no Rio.
Pois a empresa naquele ano instiuiu exame médico obrigatório , check-up geral , para todos os funcionários.
Como tinha mais de 40 anos de idade encaixava-se no grupo daqueles que tinham o exame de próstata como obrigatório a fazer.
Reclamou muito , disse que não faria de jeito nenhum , como que agora com mais de 40 anos de idade , ia deixar um sujeito qualquer lhe enfiar o dedo , para sentir a próstata ?
Isto não , de jeito nenhum, faria qualquer exame menos este.
Estórias em empresas correm mais rápido que o vento, se J. não vai fazer eu também não vou disse outro.
O assunto, acreditem, foi parar em reunião da diretoria pois um exame importante, que ajuda a salvar vidas, ainda fundamental para detecção de câncer, não seria realizado por pura bobagem.
A ordem desceu , tem que fazer !
Quase amarrado compareceu a sala do médico.
Desconfiado, durante a anamnese, olhou para as mãos do médico , dedos longos e grossos.
Até que veio o que temia , a ordem para tirar a roupa e deitar na cama de exames.
Olhou para trás e viu o médico colocando a luva.
Na hora que este chegou perto o instinto foi forte e moveu-se para a frente, saindo da posição.
O médico pediu , volte por favor .
Na segunda tentativa novamente não resistiu e mexeu-se para a frente de novo.
Por favor , volte, disse o médico.
Na terceira vez, isto era demais, andou novamente.
O médico perdeu a paciência :
- Gaúcho , você vai me deixar fazer o toque ou vamos ficar brincando de pega-pega ?