terça-feira, 24 de maio de 2011

Refrigerante Certo

Cristina Jobim é uma das pessoas que conheci por conta da carreira profissional que acabou se tornando amiga.
Quando assumi a posição de gerente de sistemas na rede de joalherias, Cristina foi designada como gerente da conta na empresa onde trabalhava , fornecedora de serviços e soluções para a área que eu gerenciava.
Falante, sabe se posicionar e sempre tem a grande preocupação de atendimento as necessidades de seus clientes.
Depois de análise de propostas a empresa de Cristina foi a escolhida para conosco desenvolver projeto de banco de dados de clientes, com a clara definição de métricas e indicadores de resultado.
O projeto transcorreu até o momento da apresentação para a homologação do produto.
Iriam participar da homologação duas diretoras de áreas envolvidas na joalheria, Patrícia e Rafaela , diretoras de produto e marketing.
Preocupada com a homologação quis Cristina que tudo ocorresse da melhor maneira e, levando ao extremo seu cuidado, me telefonou perguntando se no coffee break deveria ela ter cuidado em não oferecer algo que desagradasse.
Achei engraçada sua preocupação e para provocar disse-lhe :
- Olha Cris, Patrícia e Rafa são pessoas simples, tranquilas, mas o cuidado que você deve ter é que Patrícia só bebe Fanta Uva, não adianta servir outro refrigerante ou água . Por isso temos estoque de Fanta Uva para servir em nossas reuniões com ela. Rafa só bebe chá verde, é fácil de encontrar. As duas além de diretoras são formadoras de opinião por excelência.
- Fanta Uva ?
- Isso mesmo , Fanta Uva .
- Nem Coca Diet ?
- Nada , ela detesta refrigerante Diet .
No dia marcado,após o almoço, para a homologação fomos.
Ao chegar Cristina me chamou no canto e disse-me :
- Ely temos um problema !
- O que foi a apresentação e a base não estão prontas ?
- Não, estão prontas, mas não achei Fanta Uva em lugar nenhum. Botei as copeiras para procurar em tudo que é lugar, até para a distribuidora da Coca Cola ligamos , mas não tem Fanta Uva .
Uma das copeiras achou em Niterói algumas garrafas de Grapete , será que serve ?
Com uma vontade tremenda de rir mas mantendo o ar sério ainda respondi:
- Ih Cris, vamos esperar que tudo corra bem .
A homologação correu bem,na hora do coffee break Cristina apareceu novamente, de olho na reação de Patrícia .
Ao ver Patrícia se servindo de um suco de laranja veio falar comigo, o sotaque baiano carregado.
- Ely , você não disse que ela só bebia Fanta Uva , olha lá ela pegou suco !
- Cris , laranja , uva , tudo é fruta .
Ao me ver rindo a ficha lhe caiu .
- Cachorro, safado , e eu morrendo de preocupação ....
Rimos juntos e voltamos para a sala .


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Conhecendo pessoas

Tenho mais de 25 anos de carreira profissional em empresas de porte, multinacionais e nacionais. A carreira e a facilidade de fazer contatos me fez conhecer e a guardar contatos de muita gente.
Neste sentido encontrar gente conhecida em aeroportos é para mim fato comum.
Uma vez em Congonhas, na companhia de Márcia Pinheiro, querida amiga e parceira de trabalho na rede de joalherias, encontrei um grupo de 8 pessoas que em comum tinham a mim como conhecido.
Estavamos todos esperando vôo para o Rio, em dia de muito atraso de vôos.
Márcia no princípio achou que estava brincando, não podia ser verdade o fato de cumprimentar tanta gente ao mesmo tempo.
Só acreditou quando as pessoas começaram a se sentar próximo e começamos a conversar.
Ontem cheguei em Congonhas quase 3 horas antes do horário do vôo na tentativa de antecipar minha volta.
Não foi possível, a companhia aérea me pediu quase 400 reais de diferença de tarifa.
Achei um absurdo.
Assim comprei um livro e sentei na área de embarque.
Ao meu lado sentou um grupo que pela conversa estava indo para a BH, no assento a minha direita estava um menino que deveria ter uns 10 anos.
Enquanto esperava cumprimentei Heloísa do BNDES, Zé Nilson ex-Lasa, Maria Luísa da HS, Paulo da Visa Vale, Alexandre da Seal que por mim passaram e comigo falaram.
A cada encontro o menino acompanhava e observava.
Nisto estava quando Herbert Vianna por mim passou .
Seu irmão Hermano foi meu colega de turma na universidade em época que o ParaLamas do Sucesso ainda não tinha estourado.
Fomos apresentados na época e de mim ele se lembrou quando o cumprimentei.
Logo após Herbert seguir seu caminho o menino não resistiu e me perguntou :
- Moço , o senhor é famoso ?
Respondi que não, sorri ao lembrar de Marcinha e voltei a ler meu livro.