sexta-feira, 18 de abril de 2014

Recebendo a Palavra

Foi um comentário de Sônia Feijó hoje no FB que me lembrou este caso. Narrava Sônia a situação de pessoa que bateu a sua porta para falar da Bíblia num feriado, cedo pela manhã.
Pois comigo aconteceu quase que da mesma forma.
Meu filho mais velho tinha menos de um mês de nascido, estávamos na casa da minha sogra, no período de adaptação do bebê e da família a nova rotina. Diogo era um relógio, a cada 3 horas acordava para mamar, eu acordava também e ajudava Leila, trocava a fralda, colocava para arrotar, toda a rotina que um bebê de pouca idade impõe.
O apartamento de minha sogra ficava em andar térreo, de prédio de fácil acesso a partir da rua.
Era comum gente tocar a campainha por motivos diversos.
Não me esqueço,aconteceu em um sábado, acordei com o som da campainha.
Olhei o relógio, eram 7:55 da manhã .
Estávamos na fase de receber visitas frequentes ao bebê mas ninguém vai visitar uma família neste horário.
Levantei e fui ver quem era.
Abri a janela da sala, não parei nem mesmo antes para escovar o cabelo, devia estar com cara e aparência infernais.
Eram duas senhoras, vestidos com barra abaixo do joelho, mangas compridas,folhetos nas mãos, ao verem a janela se abrindo se aproximam da grade e dizem :
- Bom dia, nós viemos lhe trazer a palavra do Senhor !
Eu não acreditei,como alguém faz um negócio desses acordando os outros tão cedo.
Não perdi a linha, armei um sorriso e lhes disse :
- Entrem , entrem , eu estava mesmo buscando duas almas agora pela manhã .
Elas não se contiveram, sairam correndo, o portão bateu e foram.
Voltei a dormir, logo iria acordar novamente.