domingo, 30 de maio de 2010

Narradores esportivos e matemática

Já contei em outro post caso parecido mas agora tenho certeza que narradores esportivos fugiram de aulas de matemática do ensino fundamental.

Estou voltando para casa sábado a noite , Diogo me pede para ligar o rádio , o Flamengo está jogando contra o Grêmio. O dia é 29 de maio de 2010.
No que sintonizo a estação ( Rádio Globo) sai o gol do Flamengo , Pet marcou.
O narrador pergunta:
- André , o Pet está com 37 ou 38 anos ?
- Não sei , vou pesquisar .
O jogo caminha e o André volta.
- Pet nasceu em 10 de setembro de 1972 .
- Agora sim , tem 37 ou 38 ?
- Tem 38 não é , esta matemática é complicada.
Só Luis Mendes fica fora da discussão .
Logo aparece outro gênio no ar.
- Ele disse que vai encerrar a carreira com 39 .
O narrador brilhantemente faz nova pergunta :
- Então Perrot é 38 ou 39 ?
- Olha acho que é 39.
Outra jornalista entra na conversa e dispara:
- Ele não tem nem 37 nem 38 .
A conclusão do narrador encerra a discussão :
- Perrot então é 39 , em definitivo.

sábado, 15 de maio de 2010

A pressa que o fogo traz

Aconteceu esta semana .
Estávamos na sala de reunião do departamento quando um forte cheiro de queimado empesteou o ar.
Através o vidro da divisória vejo que minha equipe também percebeu o problema.
Não vimos sinais de presença de fumaça, o problema deve estar no ar condicionado.
Levantei e fui ligar para o gerente de manutenção para pedir a verificação.
Na hora me lembrei do ocorrido há muitos anos quando trabalhava na sede de meu primeiro emprego.
Horário de almoço, estava sentado na sala que antecedia a entrada do data center, onde um técnico fazia a manutenção das então enormes unidades de disco magnético.
Senti cheiro de queimado e ao olhar para as saídas de ar condicionado vi a presença de fumaça em quantidade .
Um incêndio está acontecendo pensei de imediato.
Bati no vidro e chamei o japonesinho que com cuidado montava uma unidade de disco.
Nisto de imediato entrou gritando Jorge, um dos mensageiros da empresa, na sala .
- Ely , o prédio está pegando fogo !
- Onde Jorge ?
- No último andar, na casa dos elevadores !
Estávamos no 18o andar , a casa dos elevadores ficava no 31o andar.
Ao ouvir o aviso o técnico ensaiou a corrida em pânico até me ouvir gritar.
- Ei , onde vai ?
- Onde vou ? O prédio está pegando fogo , vou me mandar já !
- Não vai não . Volta e fecha a unidade de disco .
- Mas o fogo ...
- O fogo espera, estamos longe, é 13 andares acima. Volta e fecha a unidade.
Ainda com o olhar incrédulo com minha ordem ele voltou e começou rapidamente a fechar e colocar no lugar a unidade de disco.
Acho até hoje que nunca vi uma pessoa trabalhar tão rápido.
Jorge estava em estado de excitação total e me disparou em sugestão .
- Ely, você tem um isqueiro ?
- Para o que Jorge , vai fumar agora ?
- Não , vamos colocar o isqueiro nos sprinklers e assim se o fogo chegar aqui não vai consequir queimar nada .
- Está doido Jorge ? Se o fogo não destruir o andar a água vai destruir o datacenter. Quem está no andar neste horário ?
- Todo mundo desceu para o almoço. Só estamos nós e o Fischer.
- Ele já sabe o que está acontecendo ? Vai lá e avisa ele.
O japonesinho ao concluir ao trabalho passou por mim que nem uma bala.
Nunca mais voltou na empresa.
Comecei a desligar tudo no DataCenter enquanto aguardava o retorno de Jorge.
Não passaram dois minutos e Jorge voltou .
- E aí Jorge ? Falou com o Fischer ?
- Entrei na sala dele e disse , seu Fischer o prédio tá pegando fogo ! Ele apanhou a pasta e desceu correndo, nem levou o paletó .
- Beleza Jorge, mais um minuto e vamos descer.
Quando chegamos na escada rolos de fumaça desciam com força.
Todo o prédio descia correndo.
Fui descendo rápido até encontrar um senhor de idade que descia degrau por degrau, bem devagar .
A fumaça incomodava muito e naquele passo o senhorzinho iria ser atropelado.
Pedi a ele :
- Senhor, por favor, vamos mais rápido !
- Estou correndo meu filho, estou correndo !
Pedi licença e passei por ele.
Já no térreo o vi de novo quase meia hora depois.
Os bombeiros chegaram e logo controlaram a situação.
Apenas a casa de elevadores ficou danificada .
Durante uma semana apenas um elevador dos seis existentes funcionou .






sábado, 8 de maio de 2010

Vida em condomínio

Depois de muitos anos resolvi comparecer a uma assembléia de moradores do condomínio onde moro.
A assembléia havia sido convocada não respeitando alguns itens da convenção condominial e fui apenas para ver o que iria acontecer.
Não durou quinze minutos a reunião.
Logo após a leitura da pauta um senhor levantou a mesma questão de ordem que havia percebido e a assembléia foi cancelada.
Fiquei conversando com alguns moradores e de alguns deles colhi estórias de casos em condomínio.
Como a do Sr R que uma vez recebeu, logo de manhã cedo, um chamado de uma moradora.
R era o síndico do prédio onde morava e para ele a Sra pedia ajuda.
Após os cumprimentos de praxe, que iniciam toda conversa, a Sra começou a contar o que a afligia.
Tinha 62 anos, apesar das amigas e conhecidas lhe darem 55, o marido tinha 68, este sim estava com a aparência da idade que tinha.
A rotina do marido era jornal, televisão, sono , nada mais fazendo, repetindo os passos descritos pela manhã e à noite.
Ela levava vida mais ativa . Todo dia ia ao mercado pela manhã, cuidava do almoço, a tarde ia para a academia ou para a natação.
A noite lia um livro antes de se recolher onde já encontrava o marido a roncar.
R. pensava onde poderia ele ajudar neste caso todo.
Será que desejava a Sra que conversasse com o marido ?
Neste ponto ela formulou o pedido.
Conhecia ele um jovem casal que havia acabado de se mudar para o apartamento localizado acima do dela ?
Não conhecia uma morena de longos cabelos e um rapaz que parecia ainda ter espinhas no rosto de tão jovem ?
Pois ela depois de rotina tão ativa não conseguia mais dormir.
Toda noite, sempre no mesmo horário, percebia que o casal vizinho entregava-se a atividades físicas.
A morena devia ser espalhafatosa pois ouvia seus gemidos e a cama devia estar desalinhada pois batia no chão , reverberando o som pelo teto de seu quarto.
Podia ele R. conversar com o casal?
R. pensou na situação, como dizer isto sem ficar em posição vexatória.
Respondeu que não, sentia muito, mas nada no regulamento interno ou na convenção indicava que esta era uma ação que o síndico deveria tratar.
Como não , o que ela iria então fazer toda noite ?
Acorde seu marido respondeu R., talvez ele mude de rotina , e desligou .


Cuidado ao telefone

Já havia lido a estória abaixo em um daqueles e-mails que os amigos enviam.
Quando Bruno Lobo me enviou novamente resolvi publicar .

"Meu Nome é Afonso Soares de Melo, e resolvi contar algo que se passou comigo: Estava sentado no meu escritório quando lembrei de uma chamada telefônica que tinha que fazer. Encontrei o número e disquei.
Atendeu-me um cara mal humorado dizendo:
- Fale!!!
- Bom dia. Poderia falar com Andréa?
O cara do outro lado resmungou algo que não entendi e desligou na minha cara. Não podia acreditar que existia alguém tão grosso. Depois disso, procurei na minha agenda o número correto da Andréa e liguei. O problema era que eu tinha invertido os dois últimos dígitos do seu número.
Depois de falar com a Andréa, observei o número errado ainda anotado sobre a minha mesa. Decidi ligar de novo. Quando a mesma pessoa atendeu, falei: - Você é um FDP!!!
Desliguei imediatamente e anotei ao lado do número a expressão "FDP" e deixei o papel sobre a minha agenda.
Assim, quando estava nervoso com alguém, ou em um mau momento do dia, ligava prá ele, e quando atendia, lhe dizia "Você é um FDP" e desligava sem esperar resposta. Isto me fazia sentir realmente muito melhor.
Ocorre que a Telepar introduziu o novo serviço "bina" de identificação de chamadas, que me deixou preocupado e triste porque teria que deixar de ligar para o "FDP".
Então, tive uma idéia: disquei o seu número de telefone, ouvi a sua voz dizendo "Alô " e mudei de identidade:
- Boa tarde, estou ligando da área de vendas da Telepar, para saber se o senhor conhece o nosso serviço de identificador de chamadas "bina".
- Não estou interessado! - disse ele, e desligou na minha cara. O cara era mesmo mal-educado. Rapidamente, disquei novamente:
- Alô?
- É por isso que você é um FDP!!! E desliguei. Aqui vale até uma sugestão: se existe algo que realmente está lhe incomodando, você sempre pode fazer alguma coisa para se sentir melhor: simplesmente disque o número de algum FDP que você conheça, e diga para ele o que ele realmente é.

Acontece que eu fui até o shopping, no centro da cidade, comprar umas camisas. Uma senhora estava demorando muito tempo para tirar o carro de uma vaga no estacionamento.
Cheguei a pensar que nunca fosse sair.
Finalmente seu carro começou a mover-se e a sair lentamente do seu espaço.
Dadas às circunstâncias, decidi retroceder meu carro um pouco para dar à senhora todo o espaço que fosse necessário: "Grande!" pensei, "finalmente vai embora".
Imediatamente, apareceu um Vectra preto vindo do outro lado do estacionamento e entrou de frente na vaga da senhora que eu estava esperando. Comecei a tocar a buzina e a gritar:
- Ei, amigo. Não pode fazer isso! Eu estava aqui primeiro!
O fulano do Vectra simplesmente desceu do carro, fechou a porta, ativou o alarme e caminhou no sentido do shopping, ignorando a minha presença, como se não estivesse ouvindo.
Diante da sua atitude, pensei: "Esse cara é um grande FDP! Com toda certeza tem uma grande quantidade de Filhos da Puta neste mundo!".
Foi aí que percebi que o cara tinha um aviso de "VENDE-SE" no vidro do Vectra.
Então, anotei o seu número telefônico e procurei outra vaga para estacionar.
Depois de alguns dias, estava sentado no meu escritório e acabara de desligar o telefone - após ter discado o número do meu velho amigo e dizer "Você é um FDP" (agora já é muito fácil discar pois tenho o seu número na memória do telefone), quando vi o número que havia anotado do cara do Vectra preto e pensei: "Deveria ligar para esse cara também". E foi o que fiz. Depois de um par de toques alguém atendeu:
- Alô.
- Falo Com o senhor que está vendendo um Vectra preto?
- Sim, é ele.
- Poderia me dizer onde posso ver o carro?
- Sim, eu moro na Rua XX n° 527 = Setor XXXX. É uma casa amarela e o Vectra está estacionado na frente.
- Qual e o seu nome?
- Meu nome é Eduardo Cerqueira Marques - diz o cara.
- Qual a hora é mais apropriada para encontrar com você, Eduardo?
- Pode me encontrar em casa à noite e nos finais de semana.
- É o seguinte Eduardo, posso te dizer uma coisa?
- Sim.
- Eduardo, você é um Grande FDP!!! - e desliguei o telefone.
Depois de desligar, coloquei o número do telefone do Eduardo (que parecia não ter "bina", pois não fui importunado depois que falei com ele) na memória do meu telefone. Agora eu tinha um problema: eram dois "FDPs" para ligar. Após algumas ligações ao par de "FDPs" e desligar-lhes, a coisa não era tão divertida como antes.
Este problema me parecia muito sério e pensei em uma solução: em primeiro lugar, liguei para o "FDP 1".
O cara, mal-educado como sempre, atendeu:
- Alô - e então falei:
- Você é um FDP - mas desta vez não desliguei.
O "FDP 1" diz:
- Ainda está aí, desgraçado?
- Siiimmmmmmmm, amorrrrrr!!! - respondi rindo.
- Pare de me ligar, seu filho da mãe - disse ele, irritadíssimo.
- Não paro nããão, Filho da putinha querido!!!
- Qual é o teu nome, lazarento? - berrou ele,descontrolado!
Eu, com voz séria de quem também está bravo, respondi:
- Meu nome é Eduardo Cerqueira Marques, seu FDP. Por quê???
-Onde você mora, que eu vou aí te pegar, desgraçado?-gritou ele.
- Você acha que eu tenho medo de um FDP? Eu moro na Rua XX n° 527 = Setor XXXX, em uma casa amarela, e o meu Vectra preto está estacionado na frente, seu palhaço FDP.
E agora, vai fazer o quê???? - gritei eu.
- Eu vou até aí agora mesmo, cara. É bom que comece a rezar, porque você já era. - rosnou ele.
- Uuiii! É mesmo? Que medo me dá, FDP. Você é um bosta! E eu estou na porta da minha casa te esperando!!! - e desliguei o telefone na cara dele.
Imediatamente liguei para o "FDP 2".
- Alô - diz ele.
- Olá, grande FDP!!! - falei.
- Cara, se eu te encontrar vou...
- Vai o quê? O que você vai fazer??? Seu FDP!
- Vou chutar a sua boca até não ficar nenhum dente, cara!!!
- Acha que eu tenho medo de você, Filho da Puta?
Vou te dar uma grande oportunidade de tentar chutar minha boca, pois estou indo para tua casa, seu FDP!!!
E depois de arrebentar sua cara, vou quebrar todos os vidros desta porcaria de Vectra que você tem. E reze pra eu não botar fogo nessa casa amarelinha de bicha. Se for homem, me espera na porta em 5 minutos, seu FDP!!! - e bati o telefone no gancho.
Logo, fiz outra ligação, desta vez para a polícia. Usando uma voz afetada e chorosa, falei que estava na Rua XX n° 527 = Setor XXXXX, e que ia matar o meu namorado homossexual assim que ele chegasse em casa.
Finalmente peguei o telefone e liguei o programa da TV "Chumbo Grosso" do Batista, para reportar que ia começar uma briga de um marido que ia voltando mais cedo para casa para pegar o amante da mulher que morava na Rua XX = Setor XXXXX
Depois de fazer isto, peguei o meu carro e fui para Rua XX n° 527 = Setor XXXXX, para ver o espetáculo.
Foi demais, observar um par de "FDPs" chutando-se na frente de duas equipes de reportagem, até a chegada de 3 viaturas e um helicóptero da polícia, levando os dois algemados e arrebentados para a delegacia.
Moral da história? - Não tem moral nenhuma!
Foi de sacanagem mesmo...
E vê se atende o telefone educadamente,
pois posso ser eu ligando para você por engano..".