sábado, 19 de dezembro de 2015

Desejos de fim de ano .

Gosto de dedicar aos meus amigos e entes queridos um conjunto de pensamentos no final  de cada ano.

Sei que não podemos mudar em nada o que passou mas podemos desejar ter um presente e um futuro de alegria e felicidade , em que gastemos menos tempo em coisas e mais tempo com pessoas e nossos seres queridos.

Desejo de coração que neste Natal e no  próximo ano os dias lhe sejam brilhantes e floridos, que risos e alegria estejam a sua volta e mesmo naqueles dias em que não parecer ser assim que flores , sorrisos e abraços lhe apareçam, e lhe enfeitem a alma . 
Que a felicidade esteja presente para todos, em todos os dias , que estes sejam bons e que assim superem os que parecem ruins ,
Que tenham tempo para aproveitar momentos que lhe serão únicos ,
Caso algo lhes pareça difícil tenham força e coragem para tudo enfrentar com um sorriso nos lábios e um coração puro,
E mais importante, tenham confiança quando estiverem em dúvida ;
Pois dias de arco-íris surgem após as chuvas ,.

Que o ano lhe seja ruidoso com os sons da alegria e também com momentos de silêncio, pois por vezes do silêncio do coração e de nossos pensamentos partem nossos melhores votos.

Que o ano lhe seja de paz, que seus desejos bons e puros presentes em seu coração aconteçam a você e a seus entes queridos. 


Tenha a certeza que no próximo ano estaremos lado a lado, como amigos que somos, e que ao final do ano , ao olhar para trás, a lembrança de tantos bons momentos vividos lhe aflore e traga um sorriso e saudade , pois terá sido um ótimo ano .

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Motivo para Seresta

Estávamos falando no almoço de lugares fora do Rio de Janeiro para ir no feriado de Zumbi quando alguém mencionou Conservatória .
A cidade é conhecida por suas rodas de seresta . De imediato disseram isto é programa de gente velha .
Preconceito puro, falta de sensibilidade em apreciar e ouvir um violão .
As vezes as intenções podem ser outras , como o acontecido naquele verão em Bela Vista – MS .
Estava de férias na universidade , para a cidade de meu pai eu fui passar umas semanas.  A cidade, na fronteira com o Paraguai , tinha no final dos anos 70 algumas limitações .
A luz fornecida pela prefeitura só ia até as 23 horas , depois disso o blecaute acontecia. Para economizar óleo nos geradores a prefeitura desligava a luz.
Desta forma os poucos bares da cidade fechavam , e um grupo de 6 a 8 universitários , de 20 e poucos anos, ficava sem ter lugar para se reunir .
Acostumados que estávamos com as facilidades da noite em SP , BH, Rio e outras grandes cidades era muito ruim ir para casa as 23 horas .
Para resolver levávamos caixas de isopor com gelo e lá colocávamos cerveja e copos .
De vez em quando uísques apareciam e a conversa rolava até as 3, 4 horas da manhã .
Ia assim a programação quando alguém teve a ideia , porque não montamos uma serenata ?
Fulano tinha um violão , outro um cavaquinho , vamos tocar na frente da casa onde mora uma menina conhecida .
Por tradição o dono da casa deveria  abrir as portas e oferecer uma bebida aos seresteiros .
Forma muito agradável de beber de graça e passar o resto da noite .
Eu conhecia duas músicas , Noite Cheia de Estrelas  de Nelson Gonçalves e Esses Moços de Lupiscínio Rodrigues . Lembraram de mais três e assim o repertório estava montado .
Numa sexta-feira começamos , fomos para a frente da casa de M. , que estudava medicina em SP e estava de férias na cidade .
Abrimos com Noite Cheia de Estrelas , “Noite alta céu risonho , a quietude é quase um sonho , o luar cai sobre a mata , qual uma chuva de prata de carinho e esplendor , só tu dormes não escuta , o teu cantor .......”
As portas da sacada se abriram , por trás da luz de um lampião surgiu  M. com a mãe e a irmã, olhares surpresos .
Pude ver os sorrisos , e feliz fiquei antes de terminar a  música quando ouvi a mãe de M. ordenar ao marido que abrisse a porta e nos oferecesse algo .
Black Label foi oferecido e aceito .
Cantamos o resto do modesto repertório, bebemos mais umas 4 doses  e saímos com aplausos da casa e dos vizinhos que apareceram .
No dia seguinte fomos notícia no jornal da cidade que saía durante a tarde  ,” Jovens trazem a seresta de volta a Bela Vista  , tradição de romantismo resgatada .... “.
Se soubesse o jornalista a real razão ....
Já que deu certo uma vez porque não tentar outra ?
Repetimos no sábado , de novo dois dias depois, e assim fomos parando em todas as casas onde sabíamos ter menina de nossa idade .
Até pedidos nos chegaram para fazer a  “surpresa “ , nestes casos a recepção era mais calorosa , até uísque 20 anos de várias marcas aparecia .
Não havíamos pensado entretanto em um problema . A cidade é muito pequena, seu núcleo urbano na época não era tão grande .Logo acabou a lista de meninas conhecidas . Cantar na frente da casa de alguém que se não conhecesse poderia dar problema . Podia aparecer um pai ou marido ciumento e lá estas questões se resolviam na bala .
R, sugeriu vamos lá em casa .  Cantar para quem foi a pergunta .
Para minha irmã disse R.
Essa não dá disse O. , sua irmã é muito feia .
Acabou assim , depois de 3 semanas, meu grupo de seresta .
Estava na hora mesmo de voltar para o Rio .






sábado, 14 de novembro de 2015

Amor e Lealdade Incondicionais - A História de Hachiko

Foto de Hachiko - Museu Nacional de Ciência do Japão - Ueno
Sou apaixonado por cães , tenho três e se o pudesse mais uma dúzia teria .
Seu amor incondicional , lealdade, carinho, dá lição diária de como retribuir atenção de forma desinteressada .
 Mostra como deveríamos nós tratar cada ser vivo de nossa própria espécie .
Um dos exemplos mais famosos de lealdade até o fim é o do cão Hachicko que, por 9 anos e 10 meses, aguardou o retorno de seu tutor  na estação de trem de Shibuya , no horário esperado de seu retorno, vindo da Universidade de Tóquio onde o professor Ueno lecionava .
De 1924 a maio de 1925 , quando o professor faleceu , vítima de um AVC, os dois faziam o trajeto de casa até a estação de trem pela manhã e, a tarde voltavam juntos quando Hachiko saia de casa para o ir encontrar..
Após a morte do professor Hachiko foi enviado para a casa de familiares mas de lá fugiu várias vezes, voltando para a casa original do professor , e toda tarde se dirigia para a estação de trem para tentar encontrar seu tutor, não importando se chovia , nevava.
De lá saia somente quando anoitecia retornando sempre no dia seguinte.
A outra foto é de 1934 , pouco tempo antes de sua morte, com pouco mais de 11 anos , no local de desembarque da estação, sempre a espera do reencontro .
Hachicko por viver tanto tempo nas ruas , estava fraco, debilitado, com o verme do coração , apesar de receber água e alimentos daqueles que conheciam a estória de sua lealdade,
Nos anos 30 foi tema de campanha nacional de símbolo de lealdade eterna , ajudando a salvar a raça Akita em seu país . Apenas 30 exemplares da raça restavam no Japão ao tempo de divulgação de seu caso . Hoje a raça é símbolo nacional , se um cidadão não puder cuidar de seu cão Akita o estado japonês assume sua custódia .
Com a morte deste símbolo de lealdade em 8 de março de 1934 seus ossos e orgãos internos foram enterrados junto a sepultura do Professor Ueno .
Sua pele foi usada na figura empalhada que está no Museu Nacional de Ciência do Japáo .
Esta estória serviu de roteiro para o filme "Sempre a Seu Lado " estrelado por Richard Gere e alguns cães da raça .
Acredito que Hachiko finalmente encontrou seu tutor , após cruzar a ponte que todos nós um dia iremos cruzar .
Até lá, que os exemplos de dedicação que estes seres peludos nos dão nos ajudem a nos tornar animais melhores .

sábado, 24 de outubro de 2015

O Prato Feito do Seu Estevão .

O caso abaixo é de narração de Valdoir Stramondinolli.
 Conheci Valdoir como associado (funcionário)  da rede de lojas de departamento.Era Valdoir gerente regional , tinha sob sua gestão uma quantidade de lojas , com metas e resultados definidos , a quem os gerentes gerais de lojas se reportavam.Era executivo importante, por sua responsabilidade, e muito  respeitado na empresa por sua forma de agir. .Tínhamos em Valdoir um parceiro importante da área de TI , Valdoir sempre opinava de maneira crítica e respeitosa , sempre visando o melhor resultado.Era um excelente papo , a contar sempre bons casos nos encontros fora da empresa.Por sua estória de vida , o progresso que fez, graças a sua dedicação e trabalho , tem Valdoir nosso respeito e admiração .
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O Prato Feito ( PF )  DO SEU ESTEVÃO.
Chegava da escola e já pegava minha caixa de engraxar e ia para a rodoviária.
Meu almoço dependia de pelo menos dois pares de sapatos engraxados.
Gostava de comer um PF comprado no bar do seu Estevão.
 Seu Estevão era um sujeito avermelhado, cara fechada e sempre fumando. Não era um mau sujeito, mas não gostava da gente.

Talvez em função das caixas de engraxar nas costas e as roupas, que não eram sujas, mas muito velhas.
O PF consistia de arroz, feijão, macarrão e carne moída, tudo junto. Colocado em uma embalagem de alumínio, tinha que equilibrar para não deixar cair, tão quente vinha.
Seu Estevão, não deixava a gente comer dentro de seu bar.
- Prá fora!!!! Prá fora!!! Pegou o PF vai comer lá fora!!!
-Seu Estevão, me arruma mais um garfo (plástico), pois só um não dá. Eles quebram com facilidades!
- Se quebrar, coma com as mãos. Isso custa dinheiro, respondia ele. Vai, vai, vai prá fora!!!!
Confesso que diversas vezes, no meu imaginário de criança, pensei em matar seu Estevão.
Por causa dos garfinhos plásticos, rsrssrs
Comíamos sentados no meio fio da calçada, às vezes por falta do maldito garfo, com as mãos.
As sobras de comida não eram problemas. Sempre havia um vira lata por perto para devorar o que sobrou.
Para limparmos as mãos, íamos ao banheiro do Restaurante do Tio Paco, também na rodoviária. Tio Paco era um espanhol gordo, careca, simpático, afável e nós gostávamos dele.
Muito anos depois -( prá quem conheceu) - a figura do “Vovô Chopão”, personagem da cervejaria Antarctica, me lembrava o Tio Paco.
Sempre nos tratou bem. Ficamos tristes quando soubemos da sua mudança para a cidade de Santos. Quem iria nos ceder o banheiro c om tanta gentileza?
Até hoje, quando vou a algum restaurante self service, sinto vontade de “montar” um PF igual aqueles dos meus tempos de engraxate. Não tenho coragem.
Então volto para casa, levando junto as lembranças do Bar do seu Estevão, do Tio Paco, localizados na Rodoviária da querida e pequena Tupi Paulista.
Um PF, por favor, para matar a minha saudade!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Idiomas

É sempre prazeiroso, pelo menos para mim , o contato com estrangeiros , a maior parte das vezes em atividade profissional .
Gosto de conhecer e conversar com estas pessoas, muitas vezes para confirmar que o buscamos é o mesmo, não importa o idioma , a cultura, a religião .
Queremos trabalhar com satisfação, criar os filhos , viver em paz.
Quando saí da rede de lojas de departamentos , indo para a rede de restaurantes americana, o trabalho desenvolvido aqui no país me deu chance de contato com pessoas das Américas , da Europa e Ásia . Até mesmo do Siri Lanka recebi visita , interessada que estava em saber o que havíamos feito.
Neste contato situações engraçadas acontecem muitas vezes , fruto do dia a dia.
Como por exemplo o que ocorreu nesta semana.
Estávamos em reunião apresentando a equipe de consultores, hindus , o que temos  como padrão na empresa , o que esperávamos ter como entregáveis no projeto em que a empresa de consultoria está alocada .
Na mesa de reunião estavam eu , meus colegas de arquitetura de sistemas M, vindo do Canadá,  e M.M , vindo do outro lado da baía da Guanabara e os consultores .
A reunião era em inglês, este é o idioma universal .
Ia começar a reunião após o almoço quando M.M se dirige a um dos consultores e pergunta :
- How do you say thank you in your language ?
A resposta provocou gargalhadas :
- Obrigado !



sábado, 29 de agosto de 2015

A vontade passou .

Lembrei-me deste caso, pensei que já o havia contado mas não o achei no Blog por isso narro agora .
A rede de loja de departamentos, até 2001, promovia convenções anuais com seus gerentes e diretores  , os reunindo muitas vezes em resorts .
Os quartos eram divididos, no meu caso por exemplo Alex V era meu companheiro habitual .
Haviamos chegado ao Club Med , e o companheiro de R.R. , responsável pela compra de brinquedos , era M.R.  então transferido para o início da operação da empresa em Internet.
Saímos do Rio já sabendo quem era o companheiro de quarto mas não qual o quarto em si.
Ao chegar ao hotel um dos passos seria ir a recepção e retirar o cartão de acesso ao quarto, para lá as bagagens eram enviadas.
Pois M.R.  chegou e não foi a recepção , a convenção era oportunidade de encontrar pessoas de todo o Brasil , abraços e cumprimentos eram trocados , cervejas apareciam e o papo rolava solto.
Já passadas algumas horas da chegada viu M.R. a passagem de R.R. e para ele gritou :
- R . em que quarto estamos ?  R. em que quarto ficamos ?
R. respondeu de imediato , sem parar em seu caminho :
- Na ala XXXX , quarto 23 .
Tranquilo M.estava , tranquilo ficou .
Até que vontade enorme de ir ao banheiro apareceu.
A vontade se manifestava em agudas pontadas na barriga .
Ir até a recepção para pegar o cartão do quarto não ia dar tempo, estava longe .
Correu para a direção em que o quarto ficava esperando encontrar R.R. lá .
Chegando a porta viu que a luz do banheiro estava acesa , estava salvo, R.R. iria abrir a porta e o salvar .
Bateu uma vez, R. abre por favor .
Bateu uma segunda vez , R. abre por favor .
Na terceira o desespero bateu , R. abre por favor pXXX , quero cagar .
E continuou a repetir o pedido até que ouviu o som da porta se abrindo, o alívio chegando.
O alívio virou surpresa total , quase pânico .
Não era R. quem aparecia a porta vestindo um short de pijama, mas sim C.G. o presidente da empresa que o encarava .
A reação de M.R. foi simples :
- Ih desculpe C. , acho que bati na porta do quarto errado , esse é o 23 ?
- É sim e acredito mesmo que errou .
- Então me desculpe por favor .
Começou a se virar para sair quando C.G o chamou :
- Mas você não quer ir ao banheiro ?  Entre !

- Não precisa mais C. , a  vontade passou !

sábado, 8 de agosto de 2015

Conversas na condução .

Depois que voltei a trabalhar no centro do Rio não uso mais o carro para ir ao trabalho.
Uso ônibus ou metrô, tenho preferido ir de ônibus , leva mais tempo mas dá chance de abrir um livro , vou sentado,  o trajeto acaba sendo rápido . Mesmo lendo não dá para ficar totalmente alheio ao que acontece em volta . Com celulares na mão as pessoas perdem a noção que estão em espaço público e compartilham o que falam.
Desse jeito acabo escutando , como todos ,  vários relatos , alguns se repetem .
Como o do cara que atende ao celular e diz , “Oi patrão , já estou chegando, o ônibus está já na Lagoa , estou pertinho ....”.
Tomei um susto, estava eu tão desligado com o livro que passei pelo Centro ?
A visão da avenida Presidente Vargas me tranquilizou .
O telefone da Sra ao meu lado toca , o som é de um forró . Ela atende e começa a conversar com o que deduzo ser sua amiga . Pela conversa é doméstica , está indo para a casa dos patrões no Leblon . Não perdoa a patroa nos comentários , diz que como é segunda-feira vai encontrar a cozinha desarrumada , a pia com louça , e arremata com a frase “ Ô mulher preguiçosa, será que nem os pratos ela pode lavar , deixar a pia arrumada ... “.
Na semana passada um caso muito legal aconteceu . O cidadão já entrou falando ao telefone, sentou atrás de mim. Ao telefone pregava para um amigo, dizendo que não deveria ele se preocupar, a missão de Deus para ele, o amigo, era grandiosa. Iria ele salvar muitos . Que não deveria o amigo se sentir despreparado , que Deus proveria o conhecimento necessário para a missão . Aí citou , “ Veja o que ocorreu com Moisés e a missão que assumiu . A mãe de Moisés o colocou em cesto no rio , para que Moisés escapasse da morte ordenada pelo Faraó . E quem  encontrou e resolveu adotar Moisés , a princesa , filha do Faraó . Moisés foi então criado fora da escravidão , considerado príncipe , recebeu todos os ensinamentos, fez as melhores faculdades ..... “.
Neste momento não aguentei e lhe disse :
- Companheiro você estava indo muito bem, sua fala era convincente,  mas Moisés estudando em  faculdades , no antigo Egito , nem na novela da Record , emissora do Bispo.
Disse-lhe  fique na paz e desci
O cidadão me olhava de boca aberta .

domingo, 10 de maio de 2015

Pessoas Especias - Mães



Algumas pessoas são mesmo muito especiais ,
Estas pessoas são aquelas sempre presentes quando entendem as lágrimas, conosco choram ,
Aliviam nosso desapontamento e acalmam os medos ,
Estas pessoas são aquelas presentes quando riem conosco na alegria ,
Celebram as nossas vitórias pois delas se orgulham ,
Estas pessoas são aquelas que nos dão confiança e força para seguirmos em frente ,
Em busca daquilo que sonhamos alcançar ,
Estas pessoas são como o farol a guiar e alertar sobre  caminho ,
Pois sofrem demais com qualquer imprevisto ,
Estas pessoas são sempre o porto seguro , o abraço perfeito ,
Para onde sempre se pode  voltar em  qualquer momento .
Estas pessoas são Mães.

sábado, 9 de maio de 2015

Futebol e Ligações Cósmicas

Estava eu começando a aula no MBA quando um dos alunos , torcedor do time que tem um cinto de segurança na camisa, me pergunta :
- E aí professor, viu o jogo no domingo ?
- Sim , eu vi .
- Viu , Vascão campeão !
- Você sabe que seu time tem uma ligação cósmica forte com o número 2 , não sabe ?
- Porque ?
- Qual é a segunda lei de Ely ?
- Acreditar por acreditar somente em Deus , para o resto fatos e dados são necessários.
- Pois vou então listar fatos e dados e você depois me diz se são verdadeiros ou não , ok ?
- Certo !
- Pois seu time foi campeão pela segunda vez em 12 anos , múltiplo de dois . Pela segunda vez você pode publicar no Facebook que seu time foi campeão , antes só no Orkut . Foi o segundo time a ganhar um campeonato no novo Maracanã, nestes 12 anos antes de ganhar o campeonato , o segundo, foi vice duas vezes além de ter sido rebaixado também duas vezes.
- Mas foi  campeão em 2015 , é ímpar !
- Até assim a ligação se comprova , você não percebeu . A final foi no dia 03/05/2015. Somando 3+5+2+1+5 dá 16, a quarta potência de 2. Portanto comemore muito, a chance desta ligação cósmica acontecer de novo é remota .
Ficou quieto o resto da aula .

sábado, 21 de março de 2015

Freud as vezes não explica ou casos de um latido forte.

Eu conheço muito bem como é o latido de um Scottish Terrier,
tenho a felicidade de ter três em minha casa.
O fato é que quem ouve o latido forte, grosso mesmo , e não vê o cão pensa estar enfrentando enorme fera.
Pois de fato o Scottish é um enorme cão, muito grande mesmo , em corpo pequeno . Sua altura varia entre 25 e 28 cm, seu comprimento em torno de pouco menos que 50 cm , mas o latido é de cão enorme que deixa muito dinamarquês envergonhado.
Freud , o rei de Recife e Maragogi , com caso narrado em outro post, é um Scottie típico .
Lembra  a frase há pouco empregada em programas de rádio, merece respeito o moço, além do bigode o latido também é grosso .
Pois Freud em Recife ou Maragogi gosta de patrulhar seus domínios, a observar quem se aproxima de seu terreno.
Em Maragogi gosta de subir para o terraço de onde espreita quem passa pela calçada da casa .
Pois lá estava Freud em seu posto de observação, quieto , sem chamar a atenção .
Na calçada da rua de sua casa apareceu então  o homem a carregar a cesta com ovos , vem distraído , pensando longe .
Freud o observa , em nada se altera, é difícil perceber que está a espreita.
Pois quando o cidadão passa logo abaixo Freud late grosso , é o som de fera se aproximando que atinge o sujeito.
O cidadão toma o susto, ovos voam em todas as direções .
Quando percebe que o autor do susto é o pretinho do terraço , que o observa  mais acima , se enfurece e a tudo e todos xinga .
De nada adiantou a oferta de ressarcimento pelos ovos , vai se embora levando os ovos que restaram.
Freud fez mais um conhecer a força do latido de um Scottie .

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Um Rei Escocês em Pernambuco

Este caso foi narrado por Patrizia Meira, pessoa que compartilha a paixão por Scottish Terriers .

Diz descrição de comportamento que todo Scottish Terrier é ,por direito de sangue , parte das forças de segurança da Escócia .
Assim patrulha incansavelmente seu território , quem cruza seu caminho se sujeita a suas determinações . Não importa o tamanho, quem manda na área é ele, o grande cão em corpo pequeno .
Pois Freud , um pretinho pernambucano de Patrizia Meira  , é assim . Em sua casa no Recife ou em Maragogi o terreno é dele .  A  ele cabe o direito de promover pesquisas no solo , Scotties não cavam simplesmente , fazem pesquisas , ajudar sua mãe em tarefas de jardinagem , tem sempre uma placa de grama para ser recolocada,  perseguir lagartixas , são na verdade filhotes de dragão, conversar com quem passa na rua , ensinar as Rotweillers quem manda , afastar quem não é bem vindo.
É conhecido por sua beleza e por seu temperamento por seus vizinhos . O desavisado que passa junto a seu portão e não presta atenção logo ouve o latido grosso e toma o susto.
Pois um dia um gato desavisado entrou em seu terreno.
Sentindo-se ofendido com a invasão partiu Freud atrás do gato que nada podendo fazer se refugiou em uma mangueira. Tentando alcançar o gato Freud latiu ferozmente o que fez o gato subir mais . Mais Freud latia mais o gato subia na árvore . Tanto subiu o gato que não conseguia mais descer. No alto da mangueira, em seus galhos mais finos, difíceis de alcançar por qualquer um , começou a miar por socorro. Embaixo , junto ao pé, um pretinho o observava.
Como retirar o gato da árvore ? Os vizinhos compadecidos chamaram o Corpo de Bombeiros.
Uma guarnição com três homens fardados chegou na casa. Os homens que não tem medo do fogo, que se arriscam pelos outros , fizeram o pedido :
- Dona, por favor , prenda este cão feroz ! Não vamos chegar na mangueira com ele perto.
Sua majestade o rei foi recolhido e assim o gato salvo.

Freud é o senhor de seus domínios  e por quem o conhece amado e reverenciado .
Vida longa ao Rei .