sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Aviso do Anjo

Li há pouco no blog do Ancelmo a estória do ocorrido em vôo da WebJet , de Belo Horizonte para o Rio, esta semana , em que uma passageira que se dizia vidente pediu para descer antes da decolagem .
Afirmava que o avião ia cair .
Só ela desceu.
Lembrei na hora do ocorrido comigo de maneira muito semelhante há muito tempo atrás.
Na época em que vôos Rio-São Paulo se faziam no Electra da Varig.
Adorava aquele avião, principalmente quando sentava no fundo onde as poltronas ficavam em círculo e as pernas podiam ser esticadas.
Estava ocorrendo o embarque quando notou-se que pelo menos 6 passageiros estavam em excesso , seus lugares já estavam ocupados.
Entre eles estava o ator Luiz Gustavo, popular por seus papéis em novelas como Mário Fofoca , Beto Rockfeller , .....
Discussão daqui , discussão dali , não tem jeito, não pode se viajar em pé, Luiz Gustavo estava se dirigindo para a saída quando um gaiato gritou :
- Está vendo Luiz Gustavo , se você fosse Beto Rockfeller teria embarcado !
Na hora o ator virou-se em direção ao corredor e disse :
- Não , se isto está acontecendo é porque meu anjo da guarda não quer que eu viaje neste vôo ! Boa sorte para você, vai precisar !
Foi ele falar e três passageiros levantaram e desceram .

sábado, 23 de outubro de 2010

Mudança de Apelido

Já falei dele em outro caso quando lembrei de uma pelada na Quinta da Boa Vista.

O apelido dele era Baiano , natural de Jequié , irmão do Edson , do Rafael e da Cláudia , filho do Seu Franco e da D.Célia, sobrinho da Tia Alice .

O conheci em jogo contra na quadra de futebol de salão da Igreja de NSa das Dores , na Av Paulo de Frontin.

Na época o time da minha rua levava sempre um número de meninas na torcida que chamava a atenção.

Eram irmãs , namoradas, amigas de quem jogava .

Todo jogo tinha sempre alguém do outro time querendo amizade e aproximação com a gente.

Pois num jogo assim o Baiano se aproximou , estava mesmo é querendo conhecer Lorena , uma das meninas que morava na minha rua , acabaram namorando e ficamos amigos.

Estava em casa num sábado pela manhã quando Baiano apareceu .

Tinha conhecido uma menina linda durante a semana, era amiga da namorada do irmão Rafael.

Havia encontrado com ela por duas vezes na porta do prédio onde ela morava, já havia ligado para ela naquele sábado, estava querendo sair para um chopp e batata frita .

Perguntou a mim, vamos para um bar ?

Minha esposa na época era minha namorada e assim sairíamos os quatro.

Pois a noite Baiano voltou .

Estava muito animado, não parava de descrever a menina que iríamos conhecer .

Peguei o carro , busquei Leila, e assim depois fomos até Botafogo com o Baiano não parando de falar da Kátia .

A menina morava no início da Voluntários da Pátria e seguindo sua sugestão fomos a um bar em Botafogo mesmo .

Entramos no bar, o Baiano era só sorrisos, e começamos a conversar, eu provocando chamando Baiano para cá, Baiano para lá .

Já havia uma meia hora se passado quando Kátia, se voltando para ele, disse :

- Olha que coisa de doido, conheci seus amigos, sei o nome deles mas o seu mesmo não sei pois até seu irmão Rafael te chama de Baiano .

Qual é o seu nome ?

Isto era verdade, na hora me lembrei que ninguém mesmo o chamava pelo nome, nem na casa dele.

Silêncio na mesa, até que Baiano falou :

- Que é isso ? Todo mundo me chama de Baiano, ninguém me chama pelo nome ....

- Mas como é seu nome, estou ficando curiosa ....

- Deixa para lá, .....

- Porque ? Como é seu nome ?

Novo silêncio até que ele disse :

- Ordival, meu nome é Ordival .....

Ela parou , avaliou , e disparou quebrando o suspense e o silêncio :

- Posso então te chamar de Valzinho ?

Não agüentei , a risada me fez derrubar o chopp , molhar a mesa , a imaginar o Baiano sendo chamado de Valzinho ......

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Em todos os lugares

Já aconteceu mais de uma vez comigo em viagens .
Sempre ela aparece, em diferentes versões e estilos , seja o tradicional em listras horizontais ou em versões comemorativas.
A encontrei em FrankFurt saindo de um restaurante , em Paris no aeroporto , em NY na 5a Avenida , na rua em Tel Aviv, saindo da praia em Floripa, ou entrando no hotel em Natal, Salvador, Curitiba, etc.
Não resisto ao comentário e cumprimento sempre a quem vejo pelo bom gosto em vestir rubro-negro.
As vezes, como aconteceu em Frankfurt e Paris, não são brasileiros a vestir o manto sagrado, o que prova a universalidade da camisa, e assim repito o cumprimento em inglês trazendo sempre um sorriso de volta.
Em Floripa entrando no restaurante cumprimentei o cidadão, sentado em mesa próxima a entrada vestindo a camisa branca com listras rubro-negras, pelo bom gosto.
Respondeu-me agradecendo que pelo visto também eu era pessoa de bom gosto.
Na hora de pedir a conta soube pelo maitre que as bebidas eram por conta da casa, o dono do restaurante era o cidadão de bom gosto que havia cumprimentado.
Em Salvador o elevador do hotel parou na descida para a entrada de verdadeiro gigante acompanhado da mulher e do filho.
Veste o gigante versão mais antiga do manto sagrado rubro-negro.
O elevador para em outros andares e fica cada vez mais apertado.
Chegando para trás o gigante me obriga a dizer :
- Rapaz você tem muito bom gosto para escolher camisas mas se der mais um passo para trás quem irá se tornar o número da camisa serei eu .
- Ô meu bom , me desculpe, respondeu o gigante.
A esposa e o filho do gigante sorriem, somos todos filhos de uma mesma nação.