segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Casos de Varejo

Trabalho há algum tempo no grande varejo, 22 anos para ser exato.
Neste período alguns casos vivi e já contei aqui mesmo no Blog.
Hoje, em reunião com T., gerente da área de vendas ouvi dois ao final da reunião.
Seu primeiro emprego há quase 30 anos foi em Casas Pernambucanas, na época a empresa com o maior número de lojas no país.
Dizia-se que toda cidade do país tinha uma praça central, uma igreja e com certeza uma loja de Casas Pernambucanas.
Foi em razão deste grande número de lojas que o CNPJ, antigo CGC, ganhou mais um dígito após a barra .
Pois quando perto de inaugurar uma de suas lojas, pelo interior do país, sem Outdoors para expor cartazes, ou mesmo local para afixar avisos da inauguração, a equipe das lojas saía pintando cercas de fazendas, porteiras , com a mensagem "Em breve, no centro de XXXX , nova loja de Casas Pernambucanas " .
Assim foi até o dia em que a porta de uma das lojas a inaugurar apareceu com a pintura " Aqui não é a Fazenda Nova Esperança ".
Outra feita, para anunciar a mudança dos equipamentos de exposição de roupas, araras, a gerência da matriz mandou curto memorando para as lojas.
"Novas araras estão sendo encaminhadas para cada loja. Vamos arrumar a exposição de itens e cuidar bem ".
Duas semanas depois chega um aviso de uma loja no interior de Minas.
"Prezados Senhores , nos preparamos para a chegada das araras. Temos milho em abundância , mas elas não chegaram . Chegaram uns ferros esquisitos que achamos que vão servir de poleiro .... ".

sábado, 5 de dezembro de 2009

Frases

Estou voltando para a casa, na sexta-feira , quando a chuva me pega no caminho e o trânsito pára.
A Av Brasil está entupida de caminhões, e o que está parado a minha frente me chama a atenção pela frase no pára-choque .
"Se não gosta do jeito que dirijo, saia da calçada " dizia.
Achei engraçado e começo a procurar outras .
Reparo que algumas são antigas como "Sorte tinha Adão porque não tinha sogra ".
Avanço em 1a marcha , paro e lá está mais uma :
"Quem gosta de mulher feia é salão de beleza ", quase poética, se dita por Vinicius viraria verdade absoluta.
Mas a que para mim é a verdade acima de todas está escrita no vidro traseiro de uma Van.
"Ela me disse ou eu ou o Flamengo, de vez em quando sinto saudade dela ".

sábado, 21 de novembro de 2009

Personagens do trabalho

Passamos 2/3 do ano trabalhando.
Todo escritório de qualquer empresa reúne tipos diferentes que dariam material para muito texto teatral ou filmes.
Pois Eliane Barboza , a quem chamava de "minha prima " um dia fez um comentário retratando 3 colegas da equipe da área de Tecnologia da Loja de Departamentos.
Ela os chamou de os 3 velhinhos de TI.
Para ilustrar o comportamento diferente de cada um disse que deveríamos imaginar uma usuária bonita chegando na área de Ti pedindo ajuda .
C.G. o velhinho em explosão hormonal diria :
- Nossa , que avião !
L.A. , o velho rabugento , a perceber a usuária diria :
- Deve ser sebosa , metida para caramba !
Por último , M., o velhinho sempre distraído :
- O que foi , o que aconteceu ?


Provocando Carminha

Fui encontrar na quarta-feira um grupo de amigos de 20 anos, amizade feita durante o período em que trabalhamos juntos.
Estamos todos espalhados por diversas empresas no Rio mas continuamos a nos ver, a sempre recordar as mesmas estórias, a falar dos filhos, a jogar conversa fora de forma livre e sem compromisso.
Um de nossos elos é Carminha.
Eu , Alex V e Lula ( o do bem ) sempre a provocamos, lembrando de seu papel de organizadora de bate-papo.
Cabe a ela enviar os e-mails de "convocação" para nossos encontros etílicos culturais.
Não há quem negue um pedido de Carminha.
Porém, quando provocada, as vezes reage batendo com a bolsa ou com pequenos socos nos nossos braços.
Pois uma vez apareceu uma figura realmente diferente em um projeto na loja de departamentos.
Cabeleira e barba enorme, usando coturnos e casaco de soldado, me lembrava muito os malucos que vemos nos filmes americanos.
Tinha boa expressão em seu discurso.
Fora contratado para montar estrutura de ajuda on line no software de automação de lojas.
Carminha foi a administradora de dados alocada ao projeto, encarregada de validar a correta modelagem de informações.
O sujeito no caso gostava de conversar, dizia que para ele quem soube viver neste mundo foram os romanos, com seus festivais de comida , bebida e adoração a Baco.
No projeto a loja piloto era a localizada no Barra Shopping o que, sem as facilidades de conexão hoje existentes, nos obrigava a deslocamentos para atualização no local.
Carminha e o sujeito foram para a loja numa manhã, para acompanhar a instalação da primeira versão.
Eu estava na sede, no centro da cidade, quando Carminha me ligou.
Era necessária uma mudança, pedia-me se não poderia ir até a loja após efetuar uma mudança na base de dados, levando uma fita com a atualização.
Disse-lhe que não havia problema, marcamos de nos encontrar na loja por volta de 13 horas.
Dava tempo para ela ir almoçar enquanto eu me dirigiria para a Barra.
As 13 e 15 cheguei e nada de encontrar Carminha.
Comecei a fazer o backup para depois baixar a atualização.
Passavam das duas horas quando Carminha e o sujeito apareceram.
Disse-me que havia demorado porque o sujeito só sentou para almoçar após várias tentativas em vários restaurantes.
Em um o molho descrito no menu não era o correto, em outro as toalhas de mesa eram de papel , em um terceiro não havia a marca de água mineral que ele gostava e assim por diante.
Escutei quieto e resolvi provocar o espírito dela lembrando da adoração por Baco manifestada antes pelo consultor.
- É Carminha , os motéis da Barra não tem mesmo boa opção para almoço.
Disse isto já me levantando pois depois do grito de "Ely " a bolsa passou a dois dedos da orelha .





sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Situação negra

Trabalhei com R. em duas empresas de varejo no Rio.
É profissional dedicado a sua atividade, com respeito conquistado por seus resultados.
Soube que estava de mudança para São Paulo e lhe mandei e-mail perguntando como estavam as coisas.
A resposta pode ser vista mais abaixo.

"
Meu amigo a situação está ruim.

Continuo sem pegar ninguém,com mudança no trabalho e meu time indo para a 2a divisão.

O OBINA vira artilheiro e eu só me f.

No final de semana fui com minha família para um hotel em Itaipava.
Chegando lá soube que a família do PET ,jogador do Flamengo, lá estava.
Ele chegou depois do jogo de sábado.
Resultado passei um final de semana escutando os gritos de MENGO e PET sem parar.

Pensei comigo mesmo , para ficar pior só falta o presidente da empresa aparecer por aqui também.
Foi pensar isso e um comercial da empresa apareceu na televisão.
Interpretei como um sinal divino, resposta imediata a meu pensamento, fiz as malas e viemos embora logo .

A situação está negra .

"

sábado, 31 de outubro de 2009

Indicação de fantasia

D. havia acabado de ser admitida como administradora de dados, na equipe de administração e suporte de banco de dados da loja de departamentos.

Falante ao extremo, compartilhava o espaço em uma baia dividida com mais 3 pessoas.

A sua frente E. estava tentando descobrir a causa de um problema, que afetava a performance de um aplicativo importante da rotina das lojas, há mais de duas horas, e buscava concentração.

Nesta ocasião D. começou a falar da enorme preocupação que a afligia.
Havia sido convidada para uma festa de Dia das Bruxas e não sabia que roupa usaria.
Feiticeira, não podia, seria muito óbvia.
Fada , não seria uma má idéia, mas achava muito infantil.
Os questionamentos e opções se prolongavam, durando bom tempo.

Cansado de tanto ouvir as preocupações da colega E. deu a sugestão definitiva :
- É só passar na sua casa e pegar a vassoura, vai assim mesmo!
Se alguém pudesse ser morto por olhares de fúria naquele dia ele estaria truicidado.

Apelido francês

Esta quem me mandou foi o Jackson , pai da Camila.
DIRRAN era jogador do Clube Atlético Potengi , da segunda divisão do Rio Grande do Norte.
Tinhas as feições e porte do que no Nordeste chamam de galego, forte , de pernas curtas.
Há alguns anos quando o Clube Atlético Potengi ainda jogava no Machadão, em Natal, contra o Potyguar de Currais Novos , Dirran se destacava lançando , dando dribles desmoralizantes e fazendo gol.
Presente ao jogo,o narrador da Rádio Poti não cansava de gritar:
-Dirran é um craque, Dirran é uma revelação do futebol norte-riograndense.
E era Dirran prá cá, Dirran pra lá ...
Ao final do jogo o Atlético Potengi perdeu por 3 a 1 mas o destaque da partida foi Dirran.
Vendo aquele sucesso todo do jogador atleticano, o repórter de campo da Rádio Poti correu para entrevistar o craque na beira do gramado e disparou a pergunta :
- Você tem parentes na França , seus pais ou avós são franceses, parlez vous français ?
Olhando muito espantando para o repórter o craque respondeu:
- Não sinhô , meu apelido é Cu de Rã , mas como num pode falar na rádio eles abreveia ......

domingo, 11 de outubro de 2009

Sem resposta

Fui ao teatro ver Elizabeh Savalla em "Friziléia , uma mulher a beira de uma ataque de nervos ". Curioso que interpretando uma dona de casa que questiona a vida que está levando, o que podia ter feito, o amargo de sua rotina, em atuação muito boa, toda hora me lembrava seu papel como a Malvina, a jovem feminista da novela baseada em obra de Jorge Amado, em personagem totalmente diferente.
Uma grande atriz estava em cena.

Durante a peça contou que, durante apresentação em Manaus, fez uma pergunta a um rapaz na platéia e não teve resposta.
Insistiu , como não podia responder, queria sim ou não como resposta.
Ele não fala português, é holandês, respondeu a moça que estava ao lado.
Minha lembrança na hora foi outra.

Estava fazendo a apresentação, aula inaugural, do MBA de gestão de TI.
Sala cheia, escolhi 2 pontos na sala em lados opostos, para onde dirigia meus comentários, alternando ora falando para um, ora para outro.
Um dos pontos era um rapaz que me ouvia com vívido interesse, vez por outra acenando com a cabeça em sinal de aprovação a uma ponderação no raciocínio que desenvolvia em sala.
Pois para este rapaz dirigi a pergunta :
- Na sua opinião qual o papel hoje do profissional de TI nas empresas?
Não me respondeu . Ao invés de perguntar a outra pessoa insisti :
- Não há julgamento aqui , o que você acha , fale !
A menina que estava sentada ao lado dele impediu que eu fizesse nova pergunta .
- Professor, ele é mudo .
Disse Ok e segui em frente.

sábado, 3 de outubro de 2009

E além disso tudo

Esta não é uma estória engraçada . Mas sim uma estória de paixão por minha cidade. Tive a sorte de, na carreira profissional, ter visitado e conhecido diversas cidades , capitais importantes ao redor do mundo.
Não conheci nenhuma mais bela que o Rio. Mais limpas, sim, mais organizadas, sim, várias são. Nenhuma delas entretanto com o conjunto de obras esculpidas pela natureza, com as pessoas risonhas que aqui existem.
Pois com tudo isso agora é sede da 31a Olimpíada . Peço desculpas a quem aqui não vive, mas aqui de fato é diferente.

sábado, 19 de setembro de 2009

Falando novamente de nomes


Volta e meia surgem e-mails com relação de nomes curiosos. Para quem trabalha em grandes empresas com milhares de funcionários é fácil achar nomes curiosos, e os apelidos que surgem para resolver como chamar a pessoa.
Assim a Gilcicleide vira Gil , o Florisvaldo vira gaúcho e por aí vai.
Estava em Salvador, em loja da empresa situada no Pelourinho, para conduzir processo de homologação e certificação de software de automação de lojas, cumprindo norma estabelecida pela Secretaria de Fazenda do Estado.
Havia agendado a homologação com a fundação universitária encarregada pela Secretaria , que confirmou o envio de um consultor na data e hora agendadas.
Assim estava na loja , na porta , quando o consultor chegou :
- Bom dia , sou o consultor Júnior , estou procurando o Sr Ely Barbosa .
- Bom dia , sou eu , o estava aguardando. Seu nome é ?
- Júnior .
Na hora ainda pensei que podia ser Senior mas guardei a brincadeira .
Durante o processo de homologação esbarramos em um ponto.
O roteiro que o consultor seguia marcava uma determinada tarefa como obrigatória, ao passo que a portaria editada pela Secretaria de Fazenda a destacava como facultativa , podendo o varejista não a atender desde que se enquadrasse em determinada condição, caso da empresa onde trabalhava.
Para tirar a dúvida o consultor propôs que telefonasse para seu coordenador, professor da fundação que havia preparado o roteiro.
Fique a vontade, disse-lhe.
Retornou em seguida, o professor estava em horário de almoço, sugeriu que também parássemos a atividade de homologação até que o professor retornasse a ligação feita.
Assim fizemos e passados alguns minutos de nossa volta a recepcionista da loja me avisou que uma pessoa me procurava ao telefone .
- Alô , Boa tarde, é Ely Barbosa....
- Boa tarde , quem fala é o Professor Castanheira , o consultor Astroverando Quilomba está com o Sr ?
- Perdoe-me , Quem ?
- O Consultor da Fundação , Astroverando .....
- Peço novamente desculpas mas quem está aqui se apresentou como Júnior .
- É ele mesmo , o senhor podia chamá-lo por favor , vou instruí-lo sobre o roteiro de homologação .
Entendi de imediato porque o rapaz havia se apresentado como Júnior.
Fiquei calado e fui chamá-lo .
A homologação correu muito bem até o fim .

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tradução Automática para Alemão

Estava em Israel quando meu chefe direto me disse para, na volta, passar pelo menos um dia em Frankfurt e conversar com o chefe do escritório Europa sobre problemas na gestão de estoque.

Naquela semana a auditoria ,enviada da matriz no Brasil ,estava realizando trabalho de apuração de diferenças no estoque, podia assim reunir as pessoas e analisar como poderíamos melhorar os processos vigentes.

Cheguei em Frankfurt no final da tarde , por volta das 18 horas , e sabedor, que no escritório na Alemanha ninguém ficava depois do horário, fui direto para o hotel onde normalmente os funcionários da matriz se hospedavam.

Na recepção confirmei , o gerente e um auditor , Vila e Kalil, lá estavam e dividiam um mesmo apartamento.

No meu apartamento telefonei para o apartamento deles.

Quando Kalil atendeu resolvi falar “alemão “ com ele :

- Gutten Tag , Libfraumilch verbotten achtung , wie get ess innen ….

Não entendendo patavina do meu alemão Kalil respondeu em inglês :

- Senhor , não falo alemão , deve ser engano , o senhor fala inglês ?

Quase rindo continuei no meu dialeto particular :

- Nein english das not apartment 201 ?

Entendendo o número do apartamento , falei em inglês , Kalil continuou :

- È sim o apartamento 201 mas não falo alemão o que o senhor quer ?

- Yahul , das fraulein Her professor gotten Hans ?

- Senhor , não estou entendendo nada , vou desligar , respondeu Kalil.

Em inglês , forçando sotaque “alemão “ disse a Kalil :

- Aperte a tecla número 3 esta conversação será traduzida para seu idioma natal .

Quando ouvi o som da tecla , falei em português :

-É da apartamenta numero 201 ? A Professor Hans está ?

Em português agora Kalil me respondeu , dava para sentir o alívio do outro lado da linha :

- Eu disse ao Senhor , é engano , não é o apartamento que o Senhor procura .

Não resisti mais e entreguei logo :

- Ô Kalil , tu é trouxa ? Você já viu sistema de tradução que adivinha o idioma da pessoa ?

Vem para Frankfurt para pagar um mico desse ?

- Quem ta falando ?

- Sou eu Kalil , Ely , essa eu vou contar para todo mundo....

Não parava de rir.

- Só podia ser você para eu cair numa dessas , admitiu já de bom humor .

- Beleza , chama o Vila e vamos jantar.

Quando cheguei ao Rio , cumpri o prometido , a estória se espalhou.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Patrício em vôo e a Federal

Quem me contou esta foi P. , amigo e vizinho de muito tempo.
P. foi delegado corregedor da Polícia Federal no Rio e de vez em quando íamos juntos no mesmo horário , pela manhã, ele indo para a sede da PF e eu para a sede da loja de departamentos , contava-me casos ocorridos.
Pois num vôo da Air France , de Paris para o Rio , um passageiro português chamou uma das comissárias , interessado em comprar um dos itens vendidos a bordo .
Pediu um item de valor de cerca de 30 USD e pagou com uma nota de cem USD.
Recebeu o troco e guardou em sua carteira.
Passado um tempo chamou novamente a comissária e pediu outro item , novamente de valor em torno de 30 USD.
Pagou novamente com uma nota de cem USD.
A comissária lhe perguntou se não podia pagar com nota menor , havia recebido há pouco troco em transação semelhante.
Não , disse-lhe o passageiro , queria troco.
Ao guardar a nova nota recebida , próxima a anterior , notou a comissária fato curioso.
As duas notas de 100 USD tinham a mesma numeração .
A comissária foi até a cabine e avisou o comandante sobre o que ocorria.
Já sobre o Atlântico , em contato com o controle aéreo brasileiro , pediu o comandante a presença da polícia brasileira assim que o avião pousasse no Galeão.
Mais duas vezes o passageiro comprou itens , mais duas notas de mesma numeração surgiram.
Ao chegar foi o passageiro recepcionado por agentes da Federal e conduzido a delegacia do Aeroporto.
Quase 4.000 em notas de 100 de mesma numeração foram com ele encontradas.
Em seu depoimento acusou o passageiro de que a quantia apresentada não era dele , havia sido trocada pelos agentes que o detiveram.
P. então foi chamado para apurar a acusação .
Quando indagou o passageiro do porque da acusação ouviu :
- Doitoire , meu dinheiro era bom , tão bom que comprei 4 vezes no avião !

sábado, 18 de julho de 2009

Nome certo

Leio no blog do Mauro Ventura a dificuldade que alguns porteiros , recepcionistas, tem em guardar,falar certos nomes próprios.

Comigo não acontece de forma diferente, Ely vira Elia , Elisio, Elcio, até Elói já aconteceu.

Esta semana fui a uma representação da Receita Federal para prestar esclarecimentos sobre arquivos digitais da empresa onde trabalho, enviados para atender a uma intimação.

Devo procurar o auditor fiscal de nome Mauro César,a partir das 14 horas.

Na recepção está profissional com uniforme de funcionário de empresa de vigilância.

Digo boa tarde e peço para ver o auditor Mauro César com quem tenho reunião marcada.

Paulo César pergunta o vigilante.

Não,é Mauro César respondo.

Dito isto o vigilante disca um ramal e diz :

- Paulo César está aí?

De imediato digo que é Mauro .

Então me responde o vigilante que o Paulo César não está .

Reforço mais uma vez, não é Paulo e sim Mauro .

Percebo que a pessoa do outro lado da linha me ouviu e, talvez já habituada com a confusão, pede para perguntar meu nome .

Respondo que sou Ely Barbosa e estou lá para a reunião das 14 horas.

O vigilante diz ao telefone que sou Elias Barbosa e que tenho uma reunião.

Novamente faço a correção, sou Ely Barbosa,não Elias .

O vigilante ri, desliga o telefone, e diz que ainda bem pois não havia o nome de nenhum Elias como pessoa esperada.

É verdade respondo, muita sorte a minha ter o nome certo.

Agradeço e entro .

sábado, 6 de junho de 2009

Coisas de Patrícios

Quando Leilinha me mandou a foto deste post, com a estória explicando o porque ,lembrei-me imediatamente do acontecido com H.
Em outro post mais antigo contei o que passei quando tentei comprar um bolo inteiro em uma padaria gerenciada por um patrício.
H. era um dos auditores internos da primeira empresa onde trabalhei. Português nascido em Coimbra havia chegado ao Brasil ainda criança mantendo orgulho de sua origem.
Certa vez apostou no concurso da Quina da Caixa Econômica Federal .
Lembrem , por favor , que a Quina premiava acertadores de 5 , 4 e 3 dezenas , cabendo obviamente a quem acertava 5 dezenas a maior parte do prêmio.
Quando foi a lotérica conferir o resultado da aposta viu H. que havia acertado 3 dezenas com o resultado ao lado do número de ganhadores e do prêmio .
Confundiu H. o número de ganhadores com o valor do prêmio e voltou ao trabalho exultante acreditando que havia ganho uma bela quantia em dinheiro.
Festejando ligou para casa e prometeu a mulher a realização de uma viagem , não satisfeito ligou para a casa da mãe e disse-lhe que podia olhar nas lojas e escolher a geladeira e o freezer que tanto desejava trocar .
Estava neste estado de euforia comemorando com C. , também auditora e também portuguesa , quando cheguei na sala deles.
Ao ver os sorrisos e cumprimentos perguntei o que tinha acontecido .
C. me disse :
- Ely , H. ganhou uma grana prêta na Quina , está distribuindo presentes aos montes , fica por aqui que até Moacir ( copeiro da empresa ) já ganhou a promessa de uma TV . Vamos convencê-lo a pagar o jantar hoje a noite .
- Que maravilha , parabéns H., você acertou as 5 dezenas ?
Com um enorme sorriso H. me respondeu :
- Não , acertei 3 !
- Espera aí H. , o prêmio de 3 dezenas não dá para isto tudo .
Mostrou-me então o papel onde havia anotado o resultado e o "valor " do prêmio.
- H. este não é o número de ganhadores ? O valor do prêmio do terno é quase sempre a metade de um salário mínimo .
Com um sorriso agora desconfiado , de como eu estivesse a lhe pregar uma peça, respondeu-me que tinha certeza.
- H. , para tirar a dúvida , pergunte a outras pessoas daqui , vamos lá de novo ver o resultado .
Pegou o paletó e saiu .
Na volta passou um tempo enorme aturando as gozações do pessoal da empresa.
Olhe agora a foto acima.
Os trabalhadores em Lisboa ,após colocarem pilares de ferro para impedir o estacionamento em frente a entrada de um restaurante ,estão recolhendo o entulho do serviço.
Quanto tempo levaram para perceber onde o furgão deles estava estacionado ?


domingo, 24 de maio de 2009

Sorte no Cassino

Estava em Bela Vista, Mato Grosso do Sul ,  e um dos programas da cidade era atravessar a fronteira e ir jantar no cassino de Bela Vista , Paraguai.O jantar era de boa qualidade e muito barato , atravessava-se o salão de jogos para se chegar ao restaurante.
Após o jantar resolveu meu pai parar no salão de jogos e deu-me dinheiro , o que seria 100 reais hoje, para arriscar a sorte . 
Troquei em fichas de 5 e fui tentar a sorte na roleta.
Após várias rodadas só me restava uma ficha na mão.
Meu pai aproximou-se e disse-me :
- Jogue na quadra do número 20 !
- Porque o 20 ?
- Sei lá porque , arrisque !
Parei e pensei porque não arriscar , era a última ficha.
Joguei marcando o 20 como central  e não é que deu 20 quando a bolinha parou ?
Não acreditei e resolvi manter a aposta.
De novo , outro número da mesma quadra.
Resolvi tirar e fiquei jogando vermelho ou prêto , par ou ímpar .
No final da noite , quando o cassino fechou, tinha um valor  nove vezes e meia maior que meu cacife inicial.
O dono do cassino veio brincar comigo e com meu pai dizendo que se tivesse por noite  outros sortudos como eu logo estaria quebrado.
Troquei tudo e voltei para casa celebrando muito.
Antes de voltar para o Rio fui as compras trocando a sorte por presentes.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Procurando Namorada

Outra estória enviada pelo Jackson.
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ANÚNCIO PARA ARRUMAR NAMORADA

Matéria publicada em um jornal de circulação diária, do Estado do Ceará. 
(Leia também a resposta da pretendente ).


Homem descasado procura...

Homem de 40 anos, que só gosta de mulher, após casamento de sete anos, mal sucedido afetivamente, vem através deste anúncio, procurar mulher que só goste de homem, para compromisso duradouro, desde que esta preencha certos requisitos:
O PRETENDIDO exige que a PRENTENDENTE tenha idade entre 28 e 40 anos, não descartando, evidentemente, aquelas de idade abaixo do limite inferior, descartando as acima do limite superior.
Devem ter um grau razoável de escolaridade, para que não digam, na frente de estranhos: 'menas vezes', 'quando eu si casar', 'pobrema no úter', 'eu já si operei de apênis', 'é de grátis', 'vamo de a pé', 'adoro tar com você' e outras pérolas gramaticais.

Os olhos podem ter qualquer cor, desde que sejam da mesma e olhem para uma só direção.
Os dentes, além de extremamente brancos, todos os 32, devem permanecer na boca ao deitar e nunca dormirem mergulhados num copo d'água.
Os seios devem ser firmes, do tamanho de um mamão papaia, cujos mamilos olhem sempre para o céu, quando muito para o purgatório, nunca para o inferno. Devem ter consistência tal que não escapem pelos dedos, como massa de pão.

Por motivos óbvios, a boca e os lábios, devem ter consistência macia, não confundir com beiço. A barriga, se existir, muito pequena e discreta, e não um ponto de referência.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE seja sexualmente normal, isto é, tenha orgasmos, se múltiplos melhor, mas mesmo que eventuais, quando acontecerem, que ela gema um pouco ou pisque os olhos, para que ele sinta-se sexualmente interessante. Independentemente da experiência sexual do PRETENDIDO, este exige que durante o ato sexual a PRETENDENTE não boceje, não ria, não fique vendo as horas no rádio relógio, não durma ou cochile.
O PRETENDIDO exige que a PRETENDENTE não tenha feito nenhuma sessão de análise, o que poderia camuflar, por algum tempo, uma eventual esquizofrenia.

A PRETENDENTE deverá ter um carro que ande, nem que seja uma Brasília, ou que tenha dinheiro para o táxi, uma vez que pela própria idade do PRETENDIDO, ele não tem mais paciência para levar namorada de madrugada para casa.

Enviar cartas com foto recente, de corpo inteiro, frente e costas, da PRETENDENTE, para a redação deste jornal, para o codinome: 
'CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO ATÉ DE BARBANTE'.

Resposta da Pretendente, publicada dias após, no mesmo periódico Cearense :

Prezado HOMEM DESCASADO...
Li seu anúncio no jornal e manifesto meu interesse em manter um compromisso duradouro com o senhor, desde que (é claro) o senhor também preencha outros 'certos' requisitos que considero básicos! Vale lembrar que tais exigências se baseiam em conclusões tiradas acerca do comportamento masculino em diversas relações frustradas, que só não deixaram marcas profundas em minha personalidade, porque 'graças a Deus', fiz anos de terapia, o que infelizmente contraria uma de suas exigências!

Quanto à idade convém ressaltar que espero que o senhor tenha a maturidade dos 40 anos e o vigor dos 28, e que seu grau de escolaridade supere a cultura que porventura tenha adquirido assistindo aos programas do 'Show do Milhão'...!

Seus olhos podem ser de qualquer cor desde que vejam algo além de jogos de futebol e revistas de mulher pelada. E seus dentes devem sorrir mesmo quando lhe for solicitado que lave a louça ou arrume a cama. Não é necessário que seus músculos tenham sido esculpidos pelo halterofilismo, mas que seus braços sejam fortes o suficiente para carregar as compras. Quanto à boca, por motivos também óbvios, além de cumprir com eficiência as funções a que se destinam, as bocas no relacionamento de um casal devem servir, inclusive, para pronunciar palavras doces e gentis e não somente: 'PEGA MAIS UMA CERVEJA AÍ, MULHER!'. A barriga, que é quase certo que o senhor a tenha, é tolerável, desde que não atrapalhe para abaixar ao pegar as cuecas e meias que jamais deverão ficar no chão.. Quanto ao desempenho sexual espera-se que corresponda ao menos polidamente à 'performance' daquilo que o senhor 'diz que faz' aos seus amigos! E que durante o ato sexual, não precise levar para a cama livros do tipo: 'Manual do corpo humano' ou 'Mulher, esse ser estranho'!

No que diz respeito ao ítem alimentação, cumpre estar atualizado com a lista dos melhores restaurantes, ser um bom conhecedor de vinhos e toda espécie de iguarias, além de bancar as contas, evidentemente. Em relação ao carro, tornam-se desnecessários os trajetos durante a madrugada, uma vez que, havendo correspondência nas exigências que por ora faço, pretendo mudar-me de mala e cuia para a sua casa ... meu amor!!!

ass: A COBRA
 
 

Confissão de um mensageiro

Recebi esta e como achei muito boa , copio abaixo.
Quem me mandou foi o Jackson , pai da Camila .
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Confissão de um Mensageiro...


Fui demitido. Justa causa.
Como mensageiro, aprendi milhões de coisas e fui muito bem sucedido nas minhas funções. Juro que não entendo o porquê de me demitirem...
Eu tinha várias funções que fazia com excelência, entre elas:
1. Tirar xerox. 3.1 segundos por página.
2. Passar café.
3. Comprar cigarro e pão. 1 minuto e 27 segundos. Ida e volta.
4. Fazer jogos na Mega-Sena, Dupla-Sena, Lotofácil, Loteria Esportiva...

Eu era muito bom. Mesmo. Fazia tudo certinho, até que peguei uma certa confiança com o pessoal e resolvi fazer uma brincadeirinha inocente.
É impressionante o nível de stress em um ambiente de trabalho.
Quis dar uma amenizada na galera, deixar o povo feliz e fui recompensado com uma bela de uma demissão por justa causa. Puta sacanagem!
Vou contar toda minha rotina desse dia catastrófico.

Era quinta-feira, 26 de março, quando cheguei ao trabalho.
Nesse dia, passei na padaria no meio do caminho. Demonstrando muita proatividade, comprei pão e 3 Marlboro. Já queria ter na mão sem nem mesmo me pedirem. Quando abri a agência (sim, me deixam com a chave porque o pessoal só começa a chegar lá pelas 11h), já vi uma montanha de folhas para eu xerocar na minha mesa. Xeroquei tudo, fiz café e deixei tudo nos trinques (minha mãe que usa essa gíria rs).
Como tinha saído um pouco mais cedo no outro dia, deixaram um recado na minha mesa: "pegar o resultado da mega-sena na lotérica".
Como tinha adiantado tudo, fui buscar o resultado. No meio do caminho, tive a ideia mais genial da minha vida e, consequentemente, a mais estúpida.

Peguei o resultado do jogo: 01/12/14/16/37/45. E o que fiz?
Malandro que sou, peguei uns trocados e fiz uma aposta igual a essa. Joguei nos mesmos números, porque, na minha cabeça claro, minha brilhante ideia renderia boas risadas. Levei os 2 papeizinhos (o resultado do sorteio e minha aposta) para a agência novamente.
Ainda ninguém tinha dado as caras. Como sabia onde o pessoal guardava os papeis das apostas, coloquei o jogo que fiz no meio do bolinho e deixei o papel do resultado à parte.

O pessoal foi chegando e quase ninguém deu bola pros jogos. Da minha mesa, eu ficava observando tudo, até que um cara, o Daniel, começou a conferir.
Como eu realmente queria deixar o cara feliz, coloquei a aposta que fiz naquele dia por último do bolinho, que deveria ter umas 40 apostas.
Coitado, a cada volante que ele passava, eu notava a cara de desolação dele. Foi quando ele chegou ao último papel.
Já quase dormindo em cima do papel,vi ele riscando 1, 2, 3, 4, 5, 6 números. Ele deu um pulo e conferiu de novo.
Esfregou os olhos e conferiu de novo, hahahaha. Tava ridículo, mas eu tava me divertindo.
Deu um toque no cara do lado, o Rogério, pra conferir também.
Ele olhou, conferiu e gritou:
-"PUTA QUE PARRRRRRRRIUUUUUUUUUU, TAMO RICO, PORRA". Subiu na mesa, abaixou as calças e começou a fazer girocóptero com o pau.

Óbvio que isso gerou um burburinho em toda a agência e todo mundo veio ver o que estava acontecendo.
Uns 20 caras faziam esse esquema de apostar conjuntamente. 8 deles, logo que souberam, não hesitaram: correram para o chefe e mandaram ele tomar bem no olho do XX e enfiar todas as planilhas do Excel na XXXX da arrombada da mulher dele.
No meu canto, eu ria que nem um filho da puta. Todos parabenizando os ganhadores (leia-se: falsidade reinando, quero um pouco do seu dinheiro), com uns correndo pelados pela agência e outros sendo levados pela ambulância para o hospital devido às fortes dores no coração que sentiram com a notícia.

Como eu não conseguia parar de rir, uma vaquinha veio perguntar do que eu ria tanto. Eu disse:
-"Puta merda, esse jogo que ele conferiu eu fiz hoje de manhã.
A vaca me fuzilou com os olhos e gritou que nem uma putalouca:
-"PAREEEEEEEEEEM TUDO, ESSE JOGO FOI UMA MENTIRA.UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO DO MENSAGEIROOO"
Todos realmente pararam olhando pra ela. Alguns com cara de "quê?" e outros com cara de "ela tá brincando".
O cara que tava no bilhete na mão, cujo nome desconheço, olhou o papel e viu que a data do jogo era de 26/03.
O silêncio tava absurdo e só eu continuava rindo. Ele só disse bem baixo:
- É...é de hoje.
Nesse momento, parei de rir, porque as expressões de felicidade mudaram para expressões de 'vou te matar'.
Corri... corri tanto que nem quando eu estive com a maior caganeira do mundo eu consegui chegar tão rápido ao banheiro.
Me tranquei por lá ao som de "mensageiro filho da puta", "vou te matar" e "vou comer teu cu aqui mesmo". Essa última foi do peladão !

Eu realmente tinha conseguido o feito de deixar aquelas pessoas com corações vazios, cheios de nada,sentirem felicidade uma vez na vida.
Deveriam me dar uma medalha por eu conseguir aquele feito inédito. Mas não... só tentaram me linchar e colocaram um carimbo gigante na minha carteira de trabalho de demissão por justa causa. Belos companheiros!

Pelo menos levei mais 8 neguinho comigo ! Quem manda serem mal educados com o chefe. Eu não tive culpa alguma na demissão deles.
Pena que agora eles me juraram de morte...agora tô rindo de nervoso.
Falei aqui em casa que fui demitido por corte de verba (consegui justificar dizendo que mandaram mais 8 embora, rs) e que as ligações que tenho recebido são meus amigos da faculdade passando trote.
Eu supero isso, tenho certeza.

É, amigos, descobri com isso que não se pode brincar em serviço mesmo...

Big Brother Global

Você já parou para pensar no quanto de informação a seu respeito está armazenada em n bases de dados ?
Caso já tenha conta em banco seus dados lá estão . 
Caso tenha assinatura de jornal , revista , seus dados também lá estão , assim como as informações prestadas a Receita Federal .
Seus dados pessoais também são comercializados em diversos  conjuntos de dados , vendidos como mala direta . 
Afinal aquele simples questionário que você preenche para participar de um concurso vai alimentar um repositório de dados .
Pelo menos 3 vezes no mês dados seus serão processados , lidos , sumarizados.
O que mais assusta é saber agora de base internacional de informações de passaportes.
Vá até  http://www.scrolllock.nl/passport/, preencha seu nome , sobrenome , indique a cidade , o país para evitar homonimos e veja seus dados , incluindo fotografia.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Falando de placas de carro

Os dois , Mauro e Humberto , estavam na frente do estacionamento da empresa, na pausa do cigarro quando A. passou e se dirigiu ao estacionamento.
Chave na mão se dirigiu a um dos veículos parado logo em frente a porta de entrada.
- Ele trocou de carro , perguntou Humberto a Mauro?
- Parece que sim.
Observavam enquanto isso A. apertar o botão da trava para desativar o alarme sem sucesso.
Tentou abrir com a chave a porta do motorista também sem sucesso . 
A. deu a volta e tentou abrir a mala . 
Nada abria.
De longe perguntaram .
- A. , tem certeza que é o seu carro ?
- Acho que sim, ainda não me acostumei com ele .
Tinha acabado de dizer isto quando olhou para o lado e viu carro da mesma marca,  porém de cor distinta, parado  3 vagas a esquerda.
Para lá foi e não é que conseguiu abrir o carro.
Mauro não perdoou.
- Só podia ser o carro dele . Olha a dezena final da placa , é 09 , burro !

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Exame Difícil

Ele foi o meu primeiro chefe , aquele que me deu a chance de começar a carreira e a quem agradeço sempre.
Gaúcho por adoção do estado , forte sotaque , ainda falava um "Tchê " , "Mas Ba" ,mesmo depois de estar há mais de 10 anos no Rio.
Pois a empresa naquele ano instiuiu exame médico obrigatório , check-up geral , para todos os funcionários.
Como tinha mais de 40 anos de idade encaixava-se no grupo daqueles que tinham o exame de próstata como obrigatório a fazer.
Reclamou muito , disse que não faria de jeito nenhum , como que agora com mais de 40 anos de idade , ia deixar um sujeito qualquer lhe enfiar o dedo , para sentir a próstata ?
Isto não , de jeito nenhum, faria qualquer exame menos este.
Estórias em empresas correm mais rápido que o vento, se J. não vai fazer eu também não vou disse outro.
O assunto, acreditem, foi parar em reunião da diretoria pois um exame importante, que ajuda a salvar vidas, ainda fundamental para detecção de câncer, não seria realizado por pura bobagem.
A ordem desceu , tem que fazer !
Quase amarrado compareceu a sala do médico.
Desconfiado, durante a anamnese, olhou para as mãos do médico , dedos longos e grossos.
Até que veio o que temia , a ordem para tirar a roupa e deitar na cama de exames.
Olhou para trás e viu o médico colocando a luva.
Na hora que este chegou perto o instinto foi forte e moveu-se para a frente, saindo da posição.
O médico pediu , volte por favor .
Na segunda tentativa novamente não resistiu e mexeu-se para a frente de novo.
Por favor , volte, disse o médico.
Na terceira vez, isto era demais, andou novamente.
O médico perdeu a paciência :
- Gaúcho , você vai me deixar fazer o toque ou vamos ficar brincando de pega-pega ?