terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Na Marquês de Sapucaí

O carnaval deste ano me fez lembrar de caso acontecido na Sapucaí.

Vininho, marido de Fátima, prima de Leila era o comandante do Batalhão de Choque da PM, cujo quartel era ao lado do Sambódromo.

Naquele ano ele nos perguntou se não queríamos assistir ao desfile das escolas de samba, havia recebido ingressos para o camarote de uma rede de televisão.

Aceitamos de imediato, sempre acreditei que todos devem pelo menos uma vez assistir ao desfile ao vivo, como devem ir a Roma, ir a NY , a Paris , assim por diante.

Resolvemos ir de táxi ao encontro de Vininho e Fátima no batalhão da PM.

Na rua faço sinal e quem pára é Baiano, motorista por nós conhecido há muito tempo.

Era uma figura, morador na mesma rua de uma amiga nossa.

Baiano, já alegre depois de algumas cervejas, estava indo para casa mas não iria nos deixar na rua e nos levou.

O caminho até o batalhão estava cheio de barreiras no trânsito que Baiano abria dizendo:

- Oficial, por favor abra a barreira, estou levando os sobrinhos do comandante para encontrá-lo no Batalhão de Choque.

Os PMs olhavam desconfiados mas abriam a passagem e assim chegamos.

Encontramos Vininho, Fátima, Rita e Luciano e fomos para o sambódromo.

Dá a volta por aqui , vira aquela rua ali , chegamos na entrada para os camarotes.

Aguardamos um pouco a entrega dos convites e entramos.

O camarote estava abarrotado de gente, não havia como chegar até as janelas e assistir ao desfile.

Se o programa fosse ver artistas de TV seria ótimo mas não era nosso caso.

Parecia que seria um programa de índio mas Vininho lembrou-se que havia recebido também a oferta de ingressos para cadeiras no setor de turistas.

O problema era localizar quem havia feito a oferta e como localizá-lo, o desfile havia começado.

Saímos do setor e nova volta no sambódromo demos .

Próximo ao batalhão Vininho recebeu a informação que os convites estavam disponíveis, mas teríamos que chegar até o portão de acesso.

Um mar de gente, carros, caminhões atrapalhava o caminho.

Para nossa sorte surge um camburão da PM e o condutor ao ver Vininho pergunta :

- Coronel, o senhor quer ir aonde ?

Entramos e nos apertamos no camburão.

Com o trânsito lento as pessoas olhavam para ver quem estava sendo “preso “.

Ouvi mais de um comentário “Esses já fizeram besteira, bem feito “ .

Finalmente chegamos ao portão onde os convites estavam disponíveis.

Entramos e encontramos lugares vazios, a segunda escola ainda iria entrar.

Entre cada grupo de cadeiras havia espaços no chão coberto por um tecido preto.

Pois ao meu lado sentou-se no chão um sujeito.

Sem o barulho da bateria escutei o sujeito gemendo:

- Aiii, Uiiii, ....

Apertava os braços em volta do corpo e abaixava a cabeça entre as pernas.

Quando perguntei se estava bem me respondeu que sim e levantou.

Percebi o que havia acontecido quando olhei para onde ele estava sentado.

Fezes líquidas escorriam pelo espaço, o sujeito havia se sujado nas calças.

A bateria começou a esquentar e não liguei mais .

As pessoas levantaram, ficou bonita a avenida.

Quando sentei novamente, ao olhar para trás, vejo um rapaz com a camisa de um camarote de um fabricante de automóveis descendo as escadas.

Pensei que iria até a grade para tirar fotos mas de repente se abaixa e senta exatamente ao meu lado, no mesmo espaço onde havia o primeiro sujeito sentado.

Não deu tempo de avisá-lo , de camisa e calças brancas , iria logo notar.

Quase rindo me virei para ele e disse :

- Amigo, é melhor você levantar e ir a um banheiro tirar e lavar esta calça .

Com olhar surpreso me perguntou o por que .

- Um cara, sentado aí mesmo onde você está, cagou-se todo, acho que você se sujou também.

A frase em seguida denunciou de onde vinha o rapaz.

- Que é isso meu, tá me tirando ?

- Não estou não, é sério !

Olhou para baixo e viu nos degraus abaixo dele a prova do que havia lhe dito.

Levantou-se e virando as costas para mim, abaixou-se e me perguntou :

- Não é possível me acontecer isso, estou muito sujo ?

A calça branca estava toda manchada de fezes, não dava para esconder .

- Está muito feia a coisa irmão , é melhor ir ao banheiro como lhe falei .

Furioso levantou-se e correu escada acima praguejando “merda, merda “.

Achei engraçado, era exatamente o que havia acontecido com ele.

Ficamos até o final e tivemos a sorte de assistir ao desfile da Mangueira, campeã daquele ano .

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Comédia da Vida Corporativa

Toda empresa tem mais de um caso engraçado ocorrido com funcionários.

Almoçando na sexta-feira com os demais gerentes da empresa alguns casos foram lembrados.

Como o dia em que um diretor presidente da empresa, ao enviar e-mail para uma gerente de varejo, ao invés de digitar o e-mail da destinatária e ao teclar somente a primeira letra acabou preenchendo, de forma automática,um nome errado.

O e-mail tinha por cópia diversos outros gerentes , estes sim com o endereço de caixa postal correta.

Não percebeu o diretor o erro e na abertura do texto preencheu corretamente o nome daquela a quem o e-mail devia ser dirigido.

Esta de nada sabia e ficou surpresa quando seu celular corporativo disparou com chamadas .

Uma delas foi de Ramos, gerente de estoque, que lhe perguntou :

- Thilda, você ganhou na Mega Sena ?

- Não, porque ?

- Que resposta é esta que você colocou no e-mail para o presidente ?

- Que e-mail, que resposta ?

- No e-mail ele te pede uma coisa e você respondeu brava copiando também todo mundo...

- Não recebi e-mail nenhum dele , não respondi nada .

- Você escreveu “ Não tenho nada a ver com essa P., me tira dessa M. ... “ .

- Não respondi mesmo, não faço isso, não recebi e-mail nenhum.

Ao chegar segunda-feira e seu micro ligar Thilda percebeu que não estava demitida.

Pode esclarecer o que ocorreu.

Pior aconteceu em convenção da loja de departamentos no Club Méd de Angra.

Recebíamos dias antes a relação de com quem dividiríamos os apartamentos.

Rangel estaria dividindo o apartamento com M. , também funcionário da área de compras.

O ônibus de Rangel chegou primeiro e pegou a chave antes de M.

Encontrando com M. depois, ao ser perguntado qual era o apartamento, disse-lhe o que primeiro lhe veio a cabeça.

A tarde passou e precisando ir ao banheiro M. se dirigiu ao apartamento que pensava ser o seu.

Bateu a porta e não teve resposta.

Começou então a falar alto e bater a porta :

- Rangel , viado , abre esta porta que quero cagar !

Anda Rangel , abre logo p. , quero cagar !

Bateu mais vezes assim até que finalmente ouviu a porta se abrindo.

Para sua surpresa não era Rangel mas o presidente da empresa, trajando somente uma cueca e meias .

- Desculpe C. , pensei que fosse o meu apartamento, por favor me desculpe.

- Tudo bem , mas você pode usar o banheiro, não está apertado ?

- Não precisa, sabe que a vontade acabou de passar ....