segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Curtinhas

Evandro, DBA de minha equipe, me procura e diz que vai me contar uma para colocar no Blog.
A sogra havia feito uma cirurgia para retirada de um tecido nos olhos.
Catarata arrisquei perguntando , não outra coisa me diz.
O fato é que após a cirurgia havia ficado com os olhos fotossensíveis.
Qualquer luz mais forte a incomodava.
A cunhada de Evandro então comprou para a mãe um par de óculos com lentes bem escuras.
Foi um presente bem recebido, os óculos não saíram mais da face da sogra.
Isto até um domingo quando a sogra, no jardim da casa de Evandro , começou a falar:
- Que dia esquisito, está calor mas está tudo nublado !
Na varanda, lendo o jornal , o marido sem tirar os olhos da página respondeu :
- Tira os óculos minha filha , está um sol danado !

R. e mais 3 pessoas uma vez se atrasaram e muito no horário de almoço.
Sairam às 12 horas e voltaram às 15:45.
Chamo os quatro em minha sala , quero saber a razão para os quatro se atrasarem.
Explicam que para ajudar a consultora haviam ido a Nova Iguaçu depois do almoço, procurando uma agência de um banco.
Já que pelo menos dois iam se atrasar, acharam que os quatro deveriam chegar atrasados.
Achei a desculpa um absurdo, uma tremenda falta de maturidade dos quatro, uma irresponsabilidade e assim ia minha fala quando R. me aparteou :
- Ely , você está certo, mas sua bronca não precisa ser tão energética !
- Energética ?
- Sim , cheia de energia ....
- Você quer dizer enérgica ....
Fiquei desarmado com vontade de rir e a bronca acabou .

domingo, 22 de agosto de 2010

Vestibular

Fomos assistir no sábado a apresentação de Elisa no festival de artes do colégio.
Evento bem organizado trouxe apresentações de alunos em esquetes teatrais curtos, dança, apresentação de bandas, monólogos, fotos, pinturas, canções , enfim um conjunto de atrações.
Gostamos muito do que assistimos.
Um esquete me lembrou um caso.
Na apresentação um casal de adolescentes discorria sobre a tensão que vivem quando do vestibular.
Nossa Senhora das Federais protegei-me e ajudai-me, assim diziam .
Pregavam uma tática a ser adotada quando na sala de prova.
Diga Yes , com força, a cada 10 segundos disse o rapaz.
Porque perguntou a moça.
Guerra psicológica , respondeu o rapaz, os outros vão ficar nervosos por pensarem estar você achando a prova fácil.
Em meu primeiro vestibular as provas de Geografia, História e então OSPB somavam 90 questões.
Na sala, antes da última prova , Química e Biologia, dois sujeitos conversavam sobre quanto haviam acertado nas 90 questões de Geografia, História e OSPB.
Fui mal , disse um, acertei 39 questões .
O outro disse que também não havia feito muito diferente, havia acertado 38 questões.
E você brother, me perguntaram , quantas questões acertou ?
Fui muito mal respondi, acertei 25 e fiz uma pausa.
Foi mal mesmo, os dois assim falaram e riram .
È verdade, das 30 de Geografia foi muito ruim errar 5 respondi.
Como é,você acertou 25 só em Geografia e no resto, me perguntaram .
Acertei 79 das 90, resultado muito ruim , fui muito mal. Hoje das 40 questões quero acertar pelo menos 36.
Na verdade havia acertado 67 questões mas queria ver a cara deles.
O papo morreu, tenho certeza que coloquei pressão .


sábado, 21 de agosto de 2010

Pelada na Quinta

Leio no "O Globo " de hoje entrevista com João Ubaldo Ribeiro em que este afirma que a pelada de futebol é um jogo democrático.

Concordo integralmente , pelada , praia e Maracanã são espaços democráticos por natureza.

Ao lado do empresário pode estar o porteiro, o engenheiro, o faxineiro, não importa a classe social.

Em determinada época todas as tardes de sábado íamos para um dos campos de futebol da Quinta da Boa Vista ou na Lagoa jogar contra quem lá estivesse.

Tínhamos um time base com Pimenta, Baiano, Paulinho, Marx , Marcos Paulista , Eu , Curumin,Edson, Mário e Júlio que completávamos com quem aparecia no bar do Sinézio antes da ida para Quinta ou na hora da pelada , perguntando quem mais queria jogar.

Era um bom time, não fazíamos feio na Quinta ou na Lagoa jogando contra outros times.

Curumim era bom goleiro, Pimenta jogava salão pelo Grajaú ,metia uma senhora pancada na bola com a perna esquerda e driblava com facilidade.

Marx, cunhado do Marcos Paulista , era mais velho que nós ( tínhamos 18, 19 anos) mas compensava a diferença de idade, era um senhor de 28 anos , no toque de bola e na altura. Tinha mais de 1,90 m.

Na hora do córner ninguém subia mais do que ele.

Paulinho sabia armar o jogo com velocidade e fazendo dupla no meio com Marx tínhamos sempre para quem passar a bola de segurança.

Na frente Júlio não perdia dividida com a defesa e chutava bem com a perna direita.

Baiano corria muito e driblava em velocidade pela direita .

Atrás Marcos Paulista era o xerife da defesa que eu pela direita , Mário e Edson completávamos.

Quem chegava podia ocupar posição no meio ou ia o Edson para o meio entrando o estranho na defesa.

Sempre nos apertávamos em dois carros , Marx tinha um Dodge Dart e Paulinho um Gol , e assim íamos.

Pois um dia chegamos na Quinta e pedimos para jogar a próxima contra quem vencesse a partida que estava rolando.

A regra era clara para duração da pelada , com três vira , com seis acaba.

Com menos de quinze minutos vencemos .

Pimenta estava com o capeta no corpo, driblava e passava com facilidade na esquerda por quem aparecesse.

Os caras gritavam marca , pega o Russo , mas não adiantava.

Na direita depois de driblar o marcador 3 vezes seguidas Baiano provocou mudança no outro time.

Colocaram um negão enorme para marcá-lo mas também não adiantou.

Júlio escorou quatro bolas e Marx meteu dois gols de cabeça.

No segundo jogo contra outro time vencemos de novo, e da mesma forma aconteceu o terceiro.

Na hora do quarto jogo seguido estávamos eu e o time já cansados , queríamos ainda jogar mas Marx deu a dica :

- Gente, é melhor a gente perder essa , ouvi dois caras comentando que vão chamar uma galera no morro para nos pegar, acham que estamos esculachando demais.

Assim perdemos o jogo por 6 a 2 , quando acabou a galera de fora fez uma festa que parecia a que time pequeno faz quando vence o jogo contra o time grande.

Estávamos entrando nos carros estacionados perto quando a PM chegou correndo atrás de um cara no campo.

De longe o vi correndo , tinha acabado de jogar contra a gente , era o cara que mais falava e gritava em campo .

No dia seguinte li a notícia no jornal da prisão de um dos gerentes do tráfico em São Cristóvão.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O acidente do pedreiro patrício

O caos abaixo é antigo, o recebi por e-mail há muito tempo atrás.
O recebi novamente e por ser de fato sensacional resolvi postar aqui.
Trata-se de carta de um pedreiro explicando a companhia de seguros como se acidentou.

A Cia. Real Seguros, Sub Sede de Cascais.

Exm°. Srs.

Em resposta ao pedido de informações adicionais, tenho a explicar o que segue:
No quesito 03 de minha participação a V.S.as. do acidente que sofri, mencionei "Tentando fazer o trabalho sozinho", como a causa do acidente.
Disseram na vossa carta que eu deveria dar uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero que os detalhes abaixo sejam suficientes.

Sou assentador de tijolos. No dia do acidente, eu estava a trabalhar sozinho no telhado de um edifício novo, de 06 (seis) andares.
Quando acabei o trabalho, verifiquei que tinham sobrado 350 quilos de tijolos. Em vez de os levar a mão para baixo, decidi colocá-los dentro de um barril, com a ajuda de uma roldana, a qual estava fixada num dos lados do edifício, no sexto andar.

Desci, atei o barril com uma corda, que eu havia passado pela roldana, puxei a corda para içar o barril para cima. Quando o barril chegou na altura de onde estavam os tijolos, amarrei a ponta da corda a uma pernamanca e fui para o telhado. Coloquei os tijolos dentro do barril e voltei para baixo.

Desatei a corda e segurei-a com força, de modo que os 350 quilos descessem devagar. (De notar que no quesito 11 indiquei que pesava 80 quilos).
Quando a corta foi desatada, eu não consegui segurar o peso do barril cheio de tijolos e devido a minha surpresa por ter saltado repentinamente do chão, perdi minha presença de espírito e esqueci-me de largar a corda.

E desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar eu bati com o barril que vinha a descer. Isto explica a fractura no crânio e da clavícula partida. Continuei a subir a uma velocidade ligeiramente menor, não tendo parado até o nó dos dedos das mãos estarem entalados na roldana. Felizmente que já tinha recuperado a presença de espírito e consegui, apesar das dores, agarrar-me novamente a corda.

Mais ou menos ao mesmo tempo, o barril com os tijolos caiu ao chão e o fundo partiu-se. Sem os tijolos o barril pesava 25 quilos (refiro-me novamente ao meu peso indicado no quesito 11). Como podem imaginar, comecei a descer rapidamente. Próximo ao terceiro andar, encontro o barril que vinha a subir. Isso justifica a natureza dos tornozelos partidos, das lacerações nas pernas, bem como da parte inferior do corpo. O encontro com o barril diminui minha descida o suficiente que minimizou os meus sofrimentos quando cai em cima dos tijolos e felizmente só fracturei 3 vértebras.

Lamento no entanto informar, que enquanto me encontrava caído em cima dos tijolos, com dores, incapacitado de me levantar e vendo o barril acima de mim, perdi novamente a presença de espírito e larguei a corda. O barril pesava mais do que a corda e então desceu em cima de mim, partindo-me as duas pernas.

Espero ter dado a informação solicitada do modo como ocorreu o acidente e ainda explicando que não posso assinar esta, pois ainda me encontro com os dedos engessados.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A pescaria e o jacaré


Estávamos na fazenda de meu tio, irmão de minha mãe, próxima a Conceição de Macabu, norte do estado do Rio de Janeiro.
Era um meus locais favoritos para férias.
A fazenda cortada por um rio, tinha praia de areia branca, cachoeiras e muito peixe.
Acordava cedo e ia junto com o capataz, Antônio, um caboclo conversador, buscar o gado para a ordenha.
Após a ordenha levava o rebanho para um dos pastos, sempre mantendo Antônio o rodízio.
Pois numa destas manhãs Antônio me disse que logo após a segunda cachoeira, em trecho do rio onde as margens eram altas em relação ao leito, era fácil encontrar traíras.
Quase sempre em cardumes era fácil do alto das margens avistar 5, 6 peixes de bom tamanho nadando juntos.
O rio da fazenda tinha água transparente.
Lembrei na hora que meu cunhado Celmo sempre trazia uma tarrafa pequena na mala do carro.
Com a tarrafa seria fácil pegar os peixes.
Antônio concordou na hora em nos mostrar o local e acertamos a pescaria para a parte da tarde.
Pois lá fomos eu ,Celmo com minha sobrinha nos ombros, Antônio e meu irmão Cláudio.
Chegando no trecho do Rio Antônio ficou na margem direita, lá em cima, quase 2 metros mais alto , enquanto eu com a tarrafa ia pelo meio do rio, meu irmão de um lado e meu cunhado com Vivian na garupa no outro.
Este trecho do rio tinha sido verdadeiramente escavado pela água, com barrancos dos dois lados cobertos de vegetação.
Havíamos andado quase uns 30 metros quando Antônio do alto avisou que tinha visto um cardume de traíras mais a frente uns cinco metros, descendo o rio.
Apertamos o passo quando de repente um bicho enorme saiu do meio do barranco, botando Celmo com Vivian para correr principalmente quando Antônio gritou:
- Corre gente, é um jacaré !
Já havia visto muita coisa naquele rio, mas mesmo achando estranho um jacaré ser gordo e marrom disparei a correr no sentido contrário ao que vinha descendo.
Meu irmão fez o mesmo .
No meio da confusão Celmo não sabia mais se corria ou se tentava colocar Vivian no alto da margem em segurança.
Ainda correndo olhei para trás e vi que o jacaré era na verdade uma enorme capivara que desceu e atravessou o rio em trecho onde havia uma falha no barranco.
Parei de correr e comecei a rir desabando no rio.
Meu irmão desapareceu, só o vimos de novo em casa.
Celmo me viu rindo, olhou na mesma direção, viu a capivara escapando e começou a xingar Antônio em razão do susto.
Vivian estava em prantos assustada .
Antônio voltou e rimos muito da situação ridícula de nosso medo de uma capivara.
Depois de nos acalmar voltamos a descer o rio, desta vez eu levei Vivian .
Celmo com um arremesso perfeito da tarrafa pegou 4 traíras.
Foram o prato do jantar naquela noite.






domingo, 15 de agosto de 2010

Praticando Medicina

Algumas pessoas que comigo já trabalharam mais de uma vez me disseram que ainda vou ser preso por exercício ilegal de medicina.
Não faço de propósito mas, quando em conversa, alguém começa a falar de sintomas, de dores em alguma parte do corpo, etc não resisto a dar o pitaco.
Faço-o também com a recomendação de que deve a pessoa procurar um médico.
O engraçado da estória é que vejo o acerto do diagnóstico com o retorno da pessoa após voltar do médico.
A razão é simples.
Tenho boa memória, leio bastante, aprendo com o processo de diagnóstico de médicos amigos ao lhes perguntar quais as variáveis que consideraram na análise.
Mas não sou médico, por isso aconselho a visita a um profissional de saúde.
Uma vez, em uma empresa de varejo, uma colega queixava-se de dor em uma região da perna. Segundo ela uma das veias parecia saltada, dura em um ponto, com mancha vermelha forte.
Já havia visto meu pai fazer diagnóstico em situação parecida e então disse a moça:
- Procure um médico, isto deve ser flebite. O inchaço indica a presença de um trombo no local. Alguns casos requerem cirurgia .
Ainda novo na empresa, ela me olhou com cara de espanto, mas seguiu meu conselho.
No dia seguinte me procurou me agradecendo. Havia eu acertado.
Perguntou-me se havia estudado Medicina .
Disse-lhe que não mas Fernando, outro colega, piscou o olho para ela "confirmando " que eu não havia estudado medicina.
A estória se espalhou e de vez em quando alguém me procurava para falar de dor muscular, um pequeno corte nas mãos, azia, gripe, e por aí ia.
Descobri depois que Fernando, de palhaçada , havia dito que eu havia largado a medicina por conta de uma desilusão com o sistema de saúde no país.
Custou muito desmentir esta estória, as pessoas quando se aferram a algo, no caso meus "acertos " confirmavam a mentira , não querem desistir do que pensam ser verdade.
Definitiva para mim foi a reação de meu pai quando em Bela Vista também acertei um diagnóstico.
Meu pai mantinha o consultório na parte da frente da casa.
Quando estávamos lá quase sempre ia ele para os fundos, para conversar com os filhos embaixo da mangueira .
As pessoas entravam no consultório e, não o encontrando, iam direto para os fundos.
Estávamos assim conversando quando uma senhora apareceu no quintal e, sem cerimônia, levantando os dois braços disse a meu pai:
- Doutor, olha só isso !
A região abaixo das duas axilas estava muito vermelha, irritada.
Sem esperar a resposta de meu pai disse na hora :
- A Senhora trocou de desodorante, não foi ?
Com olhar espantando respondeu :
- É verdade, comecei a usar um com perfume novo hoje, como você sabe ?
A reação alérgica era visível.
Meu pai cortou minha "consulta ".
- Fica quieto guri, o médico aqui sou eu !



sábado, 14 de agosto de 2010

Negão Boa Gente


O caso abaixo me foi enviado por Ivan Coimbra, retrata situação de seu dia a dia . Ivan é amigo da empresa onde hoje estou. Disse-lhe que devia escrever mais.

---

Viro a esquina da Magnólia e lá está novamente a Van parada no meio da rua, com o pisca pisca ligado, em frente à padaria da Aurora.

Paro o meu carro sem querer complicar ainda mais o trânsito. Dentro da Van algumas crianças, três ou quatro, não mais, estão muito quietas, meio dormindo meio acordadas e do lado de fora uma mãe-avó conversa tranquilamente com o motorista, um negão com cara de boa gente.

Neste tempo a Baixinha já colocou meu café puro e eu logo reclamo que o pão vai torrar na chapa, mais uma vez ela resmunga e corre para tirá-lo e eu mais uma vez reclamo, uma rotina que temos necessidade.

Neste horário, cinco para as sete, o trânsito piora a cada minuto, a Van parada é motivo de buzinas de reclamação e o boa gente termina a conversa com a mãe-avó e, calmamente, pede um café com leite ”crarinho” no copo de “prástico” e, com a intimidade marcada por um sorriso fácil, deseja bom dia a todos.

Com o copo quente volta para a Van da Escola Tia Júlia, abre a porta do carona, mexe em algo que não vejo, pois a porta aberta encobre a minha visão,joga dois sacos plásticos na calçada,entra no carro equilibrando o copo quente e pula para o outro banco.

Minha habitual concentração no jornal fica de lado, e de lado observo que a Baixinha também parou e me observa atentamente a pensar o que deu nele que hoje esqueceu do jornal?

O Negão Boa Gente se acomoda lentamente e, com todo o cuidado de um “Profissional do Trânsito”, sai com o café com leite quente em uma das mãos e o volante na outra.

Será que o carro é automático?

Esqueci de ver.

Deixa para lá; amanhã, quando eu virar a Magnólia novamente, ele vai estar lá.

Pobres crianças.


Niterói, 11 de agosto de 2010.

domingo, 8 de agosto de 2010

O nome da raça

Não sei se é característica de brasileiros mas, quando por vezes confrontadas na rua, com perguntas sobre temas que não dominam pessoas disparam a falar bobagens .
Talvez a vergonha de não admitir conhecer o assunto seja mais forte que a simples resposta "não sei ".
Tenho dois cães , são Scottish Terriers , raça não muito comum no Rio onde a cada esquina encontramos um poodle, um beagle , um labrador ou um pastor alemão.
Conheci a raça quando buscava um cão que fosse robusto, não muito grande, não muito pequeno , não latisse muito .
Quando vi a foto de um a lembrança de antigo comercial , da Casa Tavares , foi decisiva.
O jeito dele andar, a descrição de um cão que é verdadeiro coração valente , que enfrenta qualquer inimigo em defesa dos seus, mesmo não sendo um cão de porte grande conquistou a mim e a minha família .
Passeio com eles sempre que posso, são um macho prêto de nome Apolo e uma fêmea trigo de nome Jolie.
Apolo chama a atenção de quem o vê, é de fato exemplar perfeito da raça .
Muitos me param e perguntam sobre a raça , outros muitos ainda se recordam da Casa Tavares , há muito com suas atividades encerradas .
Estava eu em meu caminho com Apolo e Jolie quando na calçada, dobrando a esquina, surge um casal com três crianças pequenas.
Está o homem de terno, a mulher de vestido até abaixo dos joelhos, carregam o que me pareceu uma bíblia cada um .
A proximidade de uma igreja pentecostal me faz supor serem fiéis saindo do culto dominical.
As crianças a vista de meus cães gritam excitadas :
- Olha pai, os cachorros !
Uma delas se vira para o pai e pergunta :
- Pai, que raça é essa ?
Ele parou, eu também, iria eu responder, quando proclamou :
- São poodles alemães !
Meus cães são confundidos com Schnauzers, com West Highland Terriers, mas esta era demais.
Não me contive e expliquei :
- Não senhor, são Scottish Terriers, ou Terrier Escoceses se assim preferir .
É raça originária da Escócia , o primeiro registro oficial da raça é do século XIX . Foi raça desenvolvida para caça de pequenos roedores .
Ele me ouviu com atenção, pensei que a mensagem havia chegado ao seu destino.
Quando me virei o ouvi dizendo as crianças :
- Ele está querendo nos enganar, são poodles alemães !
Comecei a rir, achei que não valia a pena insistir e segui meu caminho .