terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Apelo Equivocado

O caso abaixo me foi narrado por Daniel Pedrozo , amigo, companheiro de trabalho.
Daniel e sua família são batistas, como ele mesmo diz traz a fé batista em seu dna .
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O pastor americano estava há quase um ano acompanhando os cultos e trabalhos da Igreja Batista em Brasília .
Havia desenvolvido o aprendizado de português,mas ainda não se sentia pronto para dirigir a mensagem durante os cultos ,esta tarefa era sempre desempenhada pelo pastor brasileiro.
Desafiado por este , instado a prestar com força seu testemunho e convocar os fiéis , em português  preparou a mensagem .  A estudou e repetiu várias vezes pedindo sempre que o ajudassem na pronúncia de cada palavra .  O mais importante estava na paixão que havia dedicado, na força que pretendia transmitir .
No dia marcado ,  transcorreu o culto em sua ordem normal com a oração inicial, os hinos ,a leitura da palavra , oração , até a chegada do momento da mensagem.
Para surpresa da congregação o pastor americano assumiu o  púlpito e pregou .
Sua fala carregada de paixão e emoção a todos tocou .
Terminada a fala , ainda sentindo a emoção presente , se afastou .
O pastor brasileiro então lhe disse, você foi muito  bem , faça o Apelo .
No Apelo  o pastor convoca aqueles entre os presentes, que ainda não o fizeram , para vir a frente e proclamar a aceitação de Jesus, na companhia do Espírito Santo ,  enquanto a congregação permanece de pé e reza.
Há sempre um sentimento de vergonha  e  timidez entre  as pessoas para sair do lugar ,caminhar até a frente , passando no corredor entre todos , a reconhecer que pecaram .
Não pensou muito bem o pastor ao elaborar o apelo , dada sua dificuldade  no idioma, não havia ensaiado .
Sua fala foi :
- Venha aqui  sem vergonha ! Venha sem vergonha, Venha sem vergonha  !

domingo, 18 de dezembro de 2016

Messenger da Paixão

Quem me narrou este caso foi uma das  pessoas que também passou 2016 “levando a vida na van Tijuca “ . Inteligente, dedicada, tem coração enorme , compartilha a paixão por animais.
Os casos que conta de seu Shitzu evidenciam esta paixão .
Mostra o caso  também as “roubadas “ em que se entra ao aceitar pedidos de amizade no Facebook.
Pois ela recebeu ela a seguinte mensagem via Messenger :
-  Oi F. , tudo bom ? Estou vendo suas fotos aqui, muito legais .
- Oi , ok .
- F. espero que o que vou dizer em seguida não afete nossa relação como amigos . Desejo que você esteja bem , muito bem em sua relação  , mas se não estiver por favor me deixe falar .
F.  fica curiosa, o que o este cidadão vai falar  ? Quem é ele mesmo ?
- Sempre fui apaixonado por você , perdidamente apaixonado, e vendo agora suas fotos não posso mais me conter . Você sempre foi a pessoa que quis , aquela com quem queria montar a vida  e a família, a mãe dos lindos filhos que iriamos ter .
F. se pergunta , o que está acontecendo, que confusão..
Vai olhar o perfil , nada se lembra , nenhuma pista .
O rapaz prossegue :
- Aquela vez que nos encontramos em um hotel , em um jantar  , em Curitiba , foi um divisor de águas em minha vida .  Depois deste encontro só passei a pensar  em você.
F. fica preocupada, morou em Curitiba . Será que ficou  bêbada e fez alguma besteira se pergunta . Continua nada se lembrando .
A mensagem continua .
- Em todo tempo que você trabalhou na Accenture sempre tentei ficar por perto de você, para quem sabe um dia me notasse.
A menção a empresa de consultoria, Curitiba , resolveu o mistério para F.
Ela resolve finalmente falar .
- Acho que você está me confundindo com minha irmã, R.  Ela sim trabalhou na Accenture, eu não  .
- Meu Deus , você tem razão , peço desculpas .  Vocês são muito parecidas .

Mas saiba que você é  também uma menina muito legal . A propósito , está tudo bem com você ?

Um Caso de Natal

Este caso foi narrado por Valdoir Stramondinoli .
Quando o conheci Valdoir era gerente regional na rede de lojas de departamento, uma posição executiva importante .
Foi e é sempre uma pessoa de brilho, conquistou tudo a custo de muito trabalho e dedicação, superando as dificuldades que vida de início lhe reservou .
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Passei minha infância na pequena Tupi Paulista. À época, uma prospera cidade agrícola.
Crianças de cidades pequenas, não tem nomes. Tem referências.
Eu era para as mulheres, o filho da “Dona Helena Lavadeira”.
Para os homens, filho do “Orlando Careca”.
Nome? Não era necessário.

As referências bastavam
Quando chegava dezembro, o comércio como hoje, abria suas portas até as 22:00 hs.
Decoração simples nas lojas, mais ainda, as das ruas patrocinadas pela Prefeitura Municipal.
Mas era uma maravilha passear a noite pela cidade, toda iluminada.
A melhor loja de brinquedos para presente era o Bazar do “seu Paulo”.
O seu Paulo foi por um tempo nosso vizinho. Pernambucano, de temperamento “esquentado”, seus filhos sofriam com as surras que levavam quando faziam algo que ele não gostava.
Confesso que tinha um pouco de medo dele.
Então, quando passávamos em frente a loja do “Seu Paulo”, ficávamos imaginando o presente que iríamos ganhar. Meu sonho era um quadriciclo em lata, todo vermelho, como se fosse do Corpo de Bombeiros, com uma linda luz, que se acendia em cima da lataria.
A ansiedade era grande para a noite que antecedia o Natal. Em casa quase não se comentava sobre a data, talvez em função da dificuldade financeira dos meus pais e por não terem condições de comprarem absolutamente nada para nós.
Mas nós ouvíamos as demais crianças dizerem que “Bastava colocar os sapatos em baixo da janela” que no amanhecer do dia de natal, o Papai Noel colocaria ali, os nossos presentes.
Assim fizemos e fomos dormir na esperança que ao acordarmos, nossos presentes estariam ali, sobre os nossos “sapatos”.
Mas, enorme foi a decepção, ao constatarmos na manhã do dia de natal, que nossos presentes não estavam lá.
Não entendíamos o por que. 
Meu irmão mais novo achou a explicação para o fato.
- Deve ser porque colocamos chinelos.
Não tínhamos sapatos.

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Ajude a trazer alegria para uma criança pobre, procure em sua cidade, empresa, como ajudar .

sábado, 10 de dezembro de 2016

O Caso do Ouriço ou Atração Fatal

É necessário antes falar do personagem deste caso .
Um dos irmãos que a vida me deu , tem como apelido o mesmo que político brasileiro adota, só que ao contrário do último ele é pessoa do bem.
Meus filhos o chamam de Tio L. Trabalhador dedicado, honesto, inteligente ,coleciona amigos com facilidade e maestria .
Pois com ele o caso aconteceu na convenção da rede de lojas de departamentos no ano 2.000.
Passavam os gerentes e diretores da empresa uma semana discutindo temas importantes para a operação, participando de seminários e palestras de formação .
No dia deste caso, após a primeira palestra, o presidente da empresa, entusiasmado com o resultado da recepção do assunto , cancelou o restante da agenda e liberou todos para usufruir do hotel , o Club Med em Itaparica .
Da palestra fomos para a piscina , aproveitar o dia , beber cervejas e jogar conversa fora .
Ainda na piscina se aproximou garçom do hotel oferecendo um ouriço do mar, aberto, como iguaria .
Recusei na hora mas L. resolveu experimentar apesar dos avisos de todos :
- Não coma L. , isto tem muito hormônio feminino, faz crescer a mama !
Ele ignorou os avisos e provou .
Da piscina fomos almoçar e depois de um tempo para a quadra do hotel , para uma pelada que acabou sendo muito engraçada  .
Da quadra  fomos para a sauna.
Estávamos na sauna, jogando conversa fora , quando um francês entrou .
Retirou a toalha que o envolvia  e,  completamente nu,  sentou-se atrás de L .
Nesta hora  L. reagiu :
- Companheiro me desculpe, mas fico muito desconfortável com um cara nu nas minhas costas, vou ficar aqui mais para o lado .
Não aguentei e entre  risos disse a L .:

- Está vendo, é o hormônio do ouriço fazendo efeito, você está atraindo caras pelados .

sábado, 3 de dezembro de 2016

Soletrando - II

Estamos hoje conectados a tudo que acontece no globo .
Um acontecimento na  Ásia, do outro lado do mundo, nos chega com informações em tempo real .
Mas para que isto aconteça precisamos, antes de mais nada, compreender a mensagem enviada, decodificar o texto e a ele associar um sentido.
Os nomes narrados abaixo são fictícios, a situação é real .
Pois estava o engenheiro, encarregado do turno da operação da usina,  cobrindo o horário de almoço, de um funcionário, na central de monitoramento de operações .
Ao perceber um sinal indicativo de mau funcionamento de um equipamento na planta  puxou o telefone interno, e chamou um operador que estava próximo da área .
O dialogo assim seria também reproduzido por todos os alto falantes da área.
Vale registrar que todos os equipamentos tinham uma código que os identificava .
No caso o equipamento tinha o código GB0124572.
O operador próximo da área era senhor com mais de 30 anos de trabalho na usina.
Depois de muito trabalhar sem o uso de proteção auricular estava meio surdo.
A conversa transcorreu assim :
- Zé Carlos , é o Bira . Dá uma olhada por favor na esteira GB0124572 .
- O que ?
- Olha para mim a esteira GB0124572 .
- GD0124572 ?
- Não , GB0124572.
- Hein ?
- GB0124572 por favor .
- GC0124572 ?

- Não seu burro , G de “Juda” , “B  de Bacate “ .