sábado, 21 de novembro de 2009

Personagens do trabalho

Passamos 2/3 do ano trabalhando.
Todo escritório de qualquer empresa reúne tipos diferentes que dariam material para muito texto teatral ou filmes.
Pois Eliane Barboza , a quem chamava de "minha prima " um dia fez um comentário retratando 3 colegas da equipe da área de Tecnologia da Loja de Departamentos.
Ela os chamou de os 3 velhinhos de TI.
Para ilustrar o comportamento diferente de cada um disse que deveríamos imaginar uma usuária bonita chegando na área de Ti pedindo ajuda .
C.G. o velhinho em explosão hormonal diria :
- Nossa , que avião !
L.A. , o velho rabugento , a perceber a usuária diria :
- Deve ser sebosa , metida para caramba !
Por último , M., o velhinho sempre distraído :
- O que foi , o que aconteceu ?


Provocando Carminha

Fui encontrar na quarta-feira um grupo de amigos de 20 anos, amizade feita durante o período em que trabalhamos juntos.
Estamos todos espalhados por diversas empresas no Rio mas continuamos a nos ver, a sempre recordar as mesmas estórias, a falar dos filhos, a jogar conversa fora de forma livre e sem compromisso.
Um de nossos elos é Carminha.
Eu , Alex V e Lula ( o do bem ) sempre a provocamos, lembrando de seu papel de organizadora de bate-papo.
Cabe a ela enviar os e-mails de "convocação" para nossos encontros etílicos culturais.
Não há quem negue um pedido de Carminha.
Porém, quando provocada, as vezes reage batendo com a bolsa ou com pequenos socos nos nossos braços.
Pois uma vez apareceu uma figura realmente diferente em um projeto na loja de departamentos.
Cabeleira e barba enorme, usando coturnos e casaco de soldado, me lembrava muito os malucos que vemos nos filmes americanos.
Tinha boa expressão em seu discurso.
Fora contratado para montar estrutura de ajuda on line no software de automação de lojas.
Carminha foi a administradora de dados alocada ao projeto, encarregada de validar a correta modelagem de informações.
O sujeito no caso gostava de conversar, dizia que para ele quem soube viver neste mundo foram os romanos, com seus festivais de comida , bebida e adoração a Baco.
No projeto a loja piloto era a localizada no Barra Shopping o que, sem as facilidades de conexão hoje existentes, nos obrigava a deslocamentos para atualização no local.
Carminha e o sujeito foram para a loja numa manhã, para acompanhar a instalação da primeira versão.
Eu estava na sede, no centro da cidade, quando Carminha me ligou.
Era necessária uma mudança, pedia-me se não poderia ir até a loja após efetuar uma mudança na base de dados, levando uma fita com a atualização.
Disse-lhe que não havia problema, marcamos de nos encontrar na loja por volta de 13 horas.
Dava tempo para ela ir almoçar enquanto eu me dirigiria para a Barra.
As 13 e 15 cheguei e nada de encontrar Carminha.
Comecei a fazer o backup para depois baixar a atualização.
Passavam das duas horas quando Carminha e o sujeito apareceram.
Disse-me que havia demorado porque o sujeito só sentou para almoçar após várias tentativas em vários restaurantes.
Em um o molho descrito no menu não era o correto, em outro as toalhas de mesa eram de papel , em um terceiro não havia a marca de água mineral que ele gostava e assim por diante.
Escutei quieto e resolvi provocar o espírito dela lembrando da adoração por Baco manifestada antes pelo consultor.
- É Carminha , os motéis da Barra não tem mesmo boa opção para almoço.
Disse isto já me levantando pois depois do grito de "Ely " a bolsa passou a dois dedos da orelha .





sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Situação negra

Trabalhei com R. em duas empresas de varejo no Rio.
É profissional dedicado a sua atividade, com respeito conquistado por seus resultados.
Soube que estava de mudança para São Paulo e lhe mandei e-mail perguntando como estavam as coisas.
A resposta pode ser vista mais abaixo.

"
Meu amigo a situação está ruim.

Continuo sem pegar ninguém,com mudança no trabalho e meu time indo para a 2a divisão.

O OBINA vira artilheiro e eu só me f.

No final de semana fui com minha família para um hotel em Itaipava.
Chegando lá soube que a família do PET ,jogador do Flamengo, lá estava.
Ele chegou depois do jogo de sábado.
Resultado passei um final de semana escutando os gritos de MENGO e PET sem parar.

Pensei comigo mesmo , para ficar pior só falta o presidente da empresa aparecer por aqui também.
Foi pensar isso e um comercial da empresa apareceu na televisão.
Interpretei como um sinal divino, resposta imediata a meu pensamento, fiz as malas e viemos embora logo .

A situação está negra .

"