sábado, 30 de abril de 2011

Recomendações


Tocou o telefone na tarde de sexta-feira e, não reconhecendo o número que me chamava, atendi pensando ser mais um fornecedor a oferecer a solução que com certeza deveria estar buscando.
Não era, depois da segunda frase com o "Meu " no final reconheci a voz.
Era Robson , trabalhamos juntos na área de TI da rede de restaurantes onde fui gerente de sistemas.
Contou da vida, o que tinha feito após sair da empresa, está indo muito bem em negócio que montou de prestação de serviços.
Ao final me disse algo que saiu como um dos grandes elogios que já recebi.
Disse-me que tinha prazer em conversar comigo pois sempre sentiu que os elogios que lhe fazia quando terminava um trabalho bem feito eram sinceros, da mesma forma que as observações que também lhe fazia quando algo podia ser melhorado visavam sempre sua evolução profissional, não havia a crítica pela crítica, ou depreciação pessoal.
Lembrei-me logo de quando, na mesma empresa, ao ingressar fui enviado para passar 3 semanas trabalhando em uma das lojas.
A empresa tinha por política que todos deveriam conhecer a operação de seu negócio no dia a dia, assim fui mandado para uma das lojas na Ilha do Governador, bairro distante de minha residência, para evitar a chance de encontrar na loja algum conhecido.
Ninguém na loja, a não ser a gerente da unidade, deveria conhecer meu cargo para evitar que houvessem barreiras a meu treinamento.
Na empresa todos são treinadores e treinandos , sempre que possível uma observação para melhoria e atendimento aos padrões será efetuada por quem estiver ao seu lado.
Pois para a loja fui.
Gostei muito da experiência e de ver como padrões podem ser estabelecidos e seguidos.
Na loja passei pelo corredor de carnes, montei sanduíches, fritei batatas, operei caixa , fui ajudante de balcão, limpei mesas e o chão da loja.
No final da segunda semana, o sub-gerente, rapaz de no máximo 25 anos, me fez o elogio:
- Ely, você está indo muito bem, é rápido, aprende depressa, atende aos clientes de maneira perfeita. Acho que se você continuar assim vou te recomendar para o programa de trainees.
Agradeci de coração.

sábado, 16 de abril de 2011

Casos de Universidade

Jantando em casa começamos à mesa a lembrar de casos ocorridos durante curso universitário.
Alguns são de fatos hilários como o ocorrido com então colega de curso de administração na UERJ, Marcus Paredão .
Tinha o apelido de Paredão pois, apesar de altura e físico medianos, andava sempre com o peito estufado.
Os cursos de administração e o de contabilidade têm, ou tinham na época, muitas disciplinas em comum.
Dia de prova , a segunda do semestre, disciplina de Sociologia Aplicada, descobriu a turma que, dois tempos de aula antes da nossa prova, a mesma prova seria aplicada para uma turma de contabilidade.
O professor, o mesmo para os dois cursos,adotava como medida de inibição de cola o preparo de 4 provas distintas, com os códigos de A a D presentes no canto superior direito do texto.
Pois esperando a saída dos alunos da contabilidade minha turma conseguiu as questões das provas A até a C.
Moleza, com um tempo de aula vago, minha turma respondeu as questões antes e preparou texto que distribuiu a quem quisesse ler.
Paredão chegou 20 minutos antes da prova e me disse que estava preocupado, não tinha estudado, não fazia a menor idéia do que responderia.
Fique tranquilo lhe disse, tem 3 gabaritos circulando na sala, leia as questões e as respostas que você vai se dar bem.
Abriu um sorriso enorme , não acredito me disse , como conseguiram as provas me perguntou.
Esquece, leia e decore as respostas lhe recomendei.
Na hora da prova , quando o professor começou a distribuir as provas, Paredão começou a contar os alunos até chegar a sua vez :
- A, B, C, D , A, B, C, D ... . Beleza , vou ficar com a prova C .
Distribuição de provas acontecendo, uma aluna chega correndo e assume lugar vazio , em posição a frente de Paredão.
Foi o que bastou para ele gritar :
- Ei , sai daí , você não pode sentar aí não , sai daí , só pode sentar depois de mim .
A turma se vira para Paredão, assim como o professor, todo mundo curioso para entender o porque .
A menina ainda de pé pergunta :
- Porque não posso sentar aqui ?
- É que não pode, vou ficar em posição ruim de acordo com a numerologia .
O professor mata o assunto :
- É besteira , senta logo que estamos atrasando o início da prova .
Com cara triste Paredão se vira para mim :
- Me F. !
Acabou passando na disciplina no Exame Final .


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Imagens que valem mais que mil palavras