Cuidado com o Cão

Tenho dois Scottish Terriers, raça conhecida por sua devoção e amor a seus donos.
São cães de temperamento forte, mesmo de porte pequeno agem cegamente em defesa dos seus, de sua matilha, não importando o tamanho da ameaça.

Diogo me ligou e pediu o favor de levar até sua casa uma mala que iria usar em  viagem .
Não tem problema disse-lhe, vou levar os cães para vacinação na clínica e depois passo em sua casa para deixar a mala.
Quando chegar  eu estaciono e você desce para buscar, desta maneira combinei.

Assim fiz, quando parei o carro os cães ficaram doidos para sair e, segurando suas coleiras, fiquei em frente ao portão do prédio esperando meu filho.
Tenho o cuidado de manter a coleira curta com Apolo, ele reage muito rápido contra qualquer coisa que se mova em nossa direção, ou contra alguém que chegue perto falando alto ou com gestos bruscos.
Um amigo, Rui , tem a mania de falar abrindo e fechando os braços em gestos largos ,o que provoca reação imediata de meu cão que interpreta sua atitude como ameaça.

Diogo chegou, entreguei a mala e ficamos conversando junto ao portão, os dois cães sentados a meus pés.
Estou em posição em diagonal na calçada e na visão lateral percebo um cidadão atravessando a rua correndo, se continuar nesta linha virá de encontro a nós .
A meu lado, quase que nas minhas costas, está um poste.
Pois não deu tempo, o sujeito correu  direto em nossa direção, Apolo mesmo com a coleira curta deu o bote latindo com raiva e mostrando todos os dentes grandes.
Puxei-o para trás com o salto no ar , a boca de meu cão por centímetros não pegou a perna do sujeito que, apavorado, se abraçou ao poste.
Suas feições mostravam que o susto havia sido grande.
Por alguns instantes permaneceu abraçado ao poste.
Abaixei-me e tranquilizei Apolo, dizendo  "Quieto, Quieto, Não faz isso  ... " .
O sujeito resolveu chamar minha atenção :
- Moço, o que é isso , quase que o cachorro me pega !
- Desculpe, o senhor veio correndo em nossa direção, não deu indicação de que iria parar, o cão reagiu em defesa .
- Só porque eu corri ?
- Porque o senhor corria em nossa direção, chegou muito próximo, por isso o cão atacou .
- Mas e se fosse uma criança ? O Sr tem que ter cuidado, o cão não tem culpa .
- Sim o cão não tem culpa, mas o Sr há de concordar que uma criança não atravessaria a rua correndo como o Sr fez  na nossa direção e que segurei a coleira senão o susto seria maior.
- Maior porque ?
Quando disse isso saiu de trás do poste e deu um passo em nossa direção, Apolo deu novo bote .
Assustado novamente resolveu ir embora dizendo :
- Ele é bravo mesmo, quer me pegar ...
- Este é o susto, se o Sr se afastar ele fica calmo , desculpe-nos por favor.
Ele caminhou e ainda olhou para trás mais de uma vez .
Apolo quieto só o observou .








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